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  • Foto do escritorHenrique Correia

Cafôfo cá e lá: não é incompatível mas o PS-M "exige" os 100%




Se o PS Madeira quer mudar a Região, primeiro deve operar uma mudança por dentro do próprio partido, uma particularidade que vai exigir um líder cem por cento empenhado e cem por cento presente.




A leitura que Paulo Cafôfo fez relativamente a acumular a liderança do PS Madeira com as funções de secretário de Estado das Comunidades, ainda que não considerando, no imediato, qualquer incompatibilidade, não nos parece ter sido a mais aconselhável, acabando por se expor, agora, a um enquadramento de ser António Costa a prescindir dos serviços e não o próprio Cafôfo a propor a demissão e a ficar com vantagem no seu percurso político e para o novo e complexo desafio que a partir de 2 de dezembro vai abraçar, a liderança, pela segunda vez, do Partido Socialista na Madeira.

Para que fique claro, não há incompatibilidade formal nas duas funções, a situação não deve ser analisada ou avaliada por esse ponto de vista. O problema é a especificade da função governativa, as comunidades, que exigem disponibilidade total de acompanhamento, envolvendo viagens e muitas situações para resolver, a que se junta uma anormal realidade partidária que vai exigir dedicação cem por cento com as mudanças que serão necessárias, e profundas, para que o PS Madeira possa assumir-se, um dia, como a alternativa. Se o PS Madeira quer mudar a Região, primeiro deve operar uma mudança por dentro do próprio partido, uma particularidade que vai exigir um líder cem por cento empenhado e cem por cento presente. Não dá para estar no PS-M com um pé dentro e outro fora. Nunca deu para isso, nas agora é que não dá mesmo, será porventura a última grande oportunidade para os socialistas se organizarem sob pena de ser mais um líder, com políticas mais do mesmo, com críticas como sempre e com resultados iguais. Para fazer igual, qualquer estratégia e qualquer líder serve. Não é isso que Paulo Cafôfo quererá tratando dos problemas do PS Madeira entre uma viagem à Austrália e outra à Venezuela.

Não sei se aconteceu mesmo este arrufo de António Costa ao saber em cima da hora que Paulo Cafôfo ia ser candidato no PS Madeira resultando daí uma posição de alterar o Governo a começar pelo Secretário de Estado. Não sei se foi, mas se foi Paulo Cafôfo não tinha necessidade de se posicionar nesta "embrulhada". Dizia ao líder nacional do partido, a seu tempo, e abordava a questão sobre a saída do Governo. Cafôfo precisa de apoios, não de anti corpos, já chegam os internos do partido, que aliás já começaram a ação de dar continuidade a uma espécie de imagem de marca do PS-M: fazer a vida difícil aos líderes. Todos, e foram muitos, já fizeram "guerra" de fora e receberam "guerra" quando eram líderes. Nisso, o PS-M tem feito "escola".

Mas até pelos contornos, Paulo Cafôfo só pode ser líder de mudança com exclusividade, combate diário, estratégico, com as mesmas "armas" do adversário, mas não só. Se usar o mesmo palco de combate que tem usado, todos sabemos qual é, vai perder por maioria absoluta de apoios oficiais. Cortar a direito, interna e externamente, mudar estatutos por conveniência e não se instalar nos interesses instalados, pode não dar pedestal, mas pode ser que dê apoios.

Resta saber se há habilidade e coragem para seguir em conformidade com o que disse: "A causa da minha vida".






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