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  • Foto do escritorHenrique Correia

Calado "eclético" só pára na Quinta Vigia



O presidente da Junta de Freguesia de Santo António deu o mote no futuro de Calado e o "brinde" aconteceu na festa do Santo "casamenteiro".




De Jersey onde passou o Dia de Portugal, Pedro Calado saltou para as marchas populares de Santo António, no Funchal, num contexto em que o presidente da Junta disse, ao Diário, o que há muito está a ser "desenhado" no percurso "eclético" do atual edil, de tarefa em tarefa até à Quinta Vigia: mais ano menos ano, Pedro Calado será presidente do Governo, disse Ilídio Castro, que ontem brindou ao Santo António, não na vertente casamenteira do Santo, mas com uma devoção que leva à quase certeza sobre o sucessor de Miguel Albuquerque.

Ilídio Castro, nesta entrevista ao Diário, apontou problemas que certamente Calado terá que resolver para capitalizar na candidatura à Quinta Vigia. O presidente da Junta mostra-se preocupado com o aumento da criminalidade e o crescimento dos problemas sociais, por exemplo pessoas que não conseguem pagar as contas da casa. Entre outros.

Mas para chegar à Quinta Vigia, Calado tem capital político, mas não será certamente um "passeio". Internamente, o presidente da Câmara tem apoios no PSD-M, mas também tem uma base de críticos que não podem ser isolados como questão residual, é mais do que isso. Calado tem percurso, privado e político, talvez seria até mais fácil ganhar fora do que dentro, mas a verdade é que, consciente disso, tem preparado bem a sua "entourage" e uma base de comunicação muito forte que concorre com o próprio presidente do Governo. Na cobertura, nas imagens, nas mensagens, e num patamar de exigência em relação à República que por vezes até ultrapassa a própria atitude do presidente do Governo.

Mesmo sem querer a Polícia Municipal, mais por ser bandeira da Coligação do que propriamente por achar que não seria um bom contributo para a segurança do Funchal, Calado tem admitido insegurança na cidade e falta de meios da PSP para o patrulhamento urbano. Um realismo que nem sempre tem sido secundado pelo presidente do Governo, que tem uma posição mais reservada sobre eventuais problemas da "capital" por razões que têm a ver com repercussões internacionais que esta nova realidade poderia ter.

A verdade é que o presidente da Junta tem razão. E esta opinião ganha também peso de debate porque a oposição tem evidenciado alguma fragilidade e as atenções relativamente a alternativas viram-se para dentro do PSD-M, o que também já vai sendo um expediente histórico.




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