Carlos Rodrigues desafia Albuquerque a ser "arrasador" contra Montenegro
- Henrique Correia

- há 9 horas
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"Se não soubermos aproveitar estes momentos então não mereceremos representar a nossa terra e as nossas gentes. Momentos grandes exigem pessoas maiores".

O antigo deputado social democrata Carlos Rodrigues, número dois da Câmara do Funchal liderada por um ex- secretário regional, Jorge Carvalho, lançou hoje um desafio ao líder Miguel Albuquerque, um desafio grande, de tal modo que Miguel Albuquerque fica numa posição difícil: ou "ataca" e perde a direção nacional, ou defende-se e tem os militantes do PSD-M a acusá-lo de falta de pulso para ir à luta todos os dias, e não apenas às segundas, quartas e sextas.
Carlos Rodrigues tem sido uma voz crítica de uma certa passividade do PSD-M face à postura de falta de solidariedade do partido, designadamente no entendimento centralista das Autonomias. Hoje, em mais um escrito com essa tónica, o ex. deputado escreve que se aproximam dois momentos fundamentais para a afirmação da Madeira e da Autonomia.
O congresso do PSD nacional e a sessão na Assembleia da República sobre as autonomias regionais.
Em relação ao congresso, só vale a pena a nossa participação se o presidente Miguel Albuquerque fizer uma intervenção arrasadora, que coloque em sentido a nomenclatura nacional. Participar apenas na entronização de lideranças será mais um tiro falhado, uma contemporização com tudo e todos os que estão errados e que têm demonstrado uma total inépcia em relação os assuntos da Madeira. É o momento de denunciar o imobilismo, os atentados contra os nossos interesses, os discursos separatistas, as ofensas constantes e o insulto à nossa inteligência. O momento em que temos de exigir respeito e ameaçar é concretizar a dissidência caso continuem a se comportar como bárbaros ignorantes.
Na Assembleia da República temos uma oportunidade de ouro de mostrar ao país a nossa posição, aquilo que temos feito e tudo o que acrescentamos em dimensão, em importância e em valor. Com os holofotes apontados para as regiões autónomas não há lugar a desperdícios de tempo e de tema. Não podemos ser mornos e contemplativos.
Meus caros, se não soubermos aproveitar estes momentos então não mereceremos representar a nossa terra e as nossas gentes. Momentos grandes exigem pessoas maiores".



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