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  • Foto do escritorHenrique Correia

CHEGA de encenações



Era melhor que o CHEGA tivesse ficado calado relativamente a acordos com o PSD, que não fechasse a porta a Miguel Albuquerque como fez. Seria mais coerente e não precisava "jogar às escondidas".




A denúncia pública da Iniciativa Liberal relativamente aos contornos da posição do CHEGA na eleição do presidente da Assembleia remetem para uma encenação em três tentativas depois de revelações de documento forjado, segundo declarações do líder regional que representa André Ventura, passando a documento verdadeiro dando apoio ao PSD que, claramente, Miguel Castro pretendeu esconder publicamente até ao fim. À conta, pelos vistos, de não falar verdade desrespeitando, em primeiro lugar, o seu eleitorado, depois o eleitorado dos outros. Miguel Castro ficou muito mal na "fotografia e deixou toda a gente de "pé atrás". Como não desmentiu e o processo desenrolou-se de acordo com esse figurino, além do deslize de José Manuel Rodrigues quando se disse, em plena comissão, apoiado pelo PSD/CDS/CHEGA.

Obviamente que o PSD Madeira pode fazer as negociações que entender para governar com maioria parlamentar, com quem entender, para mais quando Miguel Albuquerque nunca fechou a porta ao CHEGA ou a qualquer outro partido com exceção do PS. Fazer acordos com o CHEGA está, assim, dentro da coerência das declarações públicas, mesmo com vozes muito críticas sobre a existência de linhas vermelhas no que se prende ao partido de Ventura.

Obviamente que o CHEGA pode assumir os acordos que entender, mesmo aqueles que jurou nunca fazer. Miguel Castro é livre de dizer uma coisa e fazer outra, de ter uma visão diferente do seu próprio líder nacional. Mas que assuma essa incoerência e as respetivas consequências das suas decisões, que fale verdade às pessoas, sem subterfúgios nem tentativas de enganar a opinião pública, através dos jornalistas que procuraram as suas reações sobre o que se estava a passar. Pode decidir tudo, mesmo dizendo uma coisa e o seu contrário. O que não deve é pregar a mensagem de não querer nada com Miguel Albuquerque, de "peito cheio", com a bandeira da corrupção nos postes de luz, e depois andar atrapalgado com encenações. Era melhor que o CHEGA tivesse ficado calado relativamente a acordos com o PSD, que não fechasse a porta a Miguel Albuquerque, apesar deste ser arguido, portanto sob suspeita, mas respeitando a presunção de inocência, do que vir a público com a bandeira contra a corrupção mas que sobe e desce conforme o interesse. Nem deve o CHEGA, na Madeira, ter estas posições primárias e quase infantis de quem comeu dois chocolates antes do jantar sem ninguém ver e jura a pés juntos que não o fez. A política é mais do que uma espécie de brincar às "escondidas", deve ser mais séria. Se porventura o CHEGA Madeira quiser ser levado a sério indo além de um grupo de rapazes que fazem número até que as fragilidades e as incoerências os desmontem, tem que ser mais do que isto. Será uma questão de tempo para reforçar ou desaparecer aos poucos. Depende do que diz e do que faz. Ou do que não faz...



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