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  • Henrique Correia

Críticos das "Ginjas" lembram Rui Barreto "aliado" da luta



Barreto, na altura, achava importante saber o que pensava Susana Prada. Curioso, agora, é saber a opinião de Barreto.


A política é assim mesmo e nem tudo pode ser comparável em circunstâncias e contextos diferentes. O que é hoje verdade, amanhã pode ser mentira, o que pode acontecer exatamente o contrário. O que se disse hoje, amanhã pode cair no esquecimento, como temos visto, desde sempre e bem recentemente, por estes dias, em que tivemos exemplos de compromissos, de juras perante povo, que se transformam, tão rápidamente, em juras de incumprimento porque o tempo e o entendimento são outros.

Claro que o mundo digital veio ampliar as situações, é um mundo que é importante saber gerir, mas do ponto de vista da memória, desde que privilegiando a verdade sem especulação, mas antes com leituras, acaba por trazer uma nova forma de estar e de saber estar, de dizer e de saber dizer, de pensar mais sobre o que se diz. Quando não se faz isso, porque a comunicação provavelmente não está preparada para esse novo mundo, as redes sociais são desvalorizadas. Quando o que é preciso é saber usá-las.

Para os políticos, alguns, o que é bom mesmo é não fazer pesquisas para não obrigar a memória a fazer muito exercício, que em alguns casos dá uma trabalheira, noutros casos junta a trabalheira às chatices. Como sempre acontece. E neste caso, a propósito da estrada das Ginjas, que o Governo primeiro queria asfaltar e agora promete quilómetros em pedra, o "apanhado" foi Rui Barreto, agora no Governo Regional, mas com um histórico na oposição, e num to m contundente sempre que estava em causa o combate ao Governo e ao PSD, hoje companheiro de coligação. Claro que Rui Barreto, neste caso em 2919, tinha a vertente partidária no discurso, obviamente diferente da vertente governativa, é difícil ser coerente nestes casos, compreende-se. A memória foi buscar um "ataque" de Barreto a Susana Prada, hoje colega de Governo. Não vai criticar uma colega de Governo, mas atendendo ao histórico será preciso aquilo a que se chama um inevitável "golpe de rins" para suavizar, hoje, o que era de "malhar", ontem. É verdade que os tempos são outros. Mas a estrada das Ginjas é a mesma. Barreto, na altura, achava importante saber o que pensava Susana Prada. Curioso, agora, é saber a opinião de Barreto. Fica o vídeo só por curiosidade. Com a salvaguarda que há a evolução natural dos tempos e dos contextos. Nem o tom pode ser o mesmo: https://youtu.be/6SfPd8xxzDg

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