Cunha e Silva "encaixa" Seguro na Fortaleza do Pico
- Henrique Correia

- há 2 horas
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Presidente da República vem à Madeira 24 horas para as comemorações dos 50 anos da Autonomia e dos 40 anos da integração de Portugal na União Europeia. O local da cerimónia, a Fortaleza do Pico, é hoje da Região.

O Presidente da República vem à Madeira para uma visita de 24 horas visando estar presente nas comemorações dos 50 anos da Autonomia e nos 40 anos da integração de Portugal na União Europeia. Nesse contexto, o antigo vice presidente de Jardim, João Cunha e Silva, que lidera a comissão para as comemorações de meio século da Madeira Autonómica, decidiu que a cerimónia teria ligar no espaço da Fortaleza do Pico. Além de não ter grande dimensão física, a configuração do local coloca algumas dificuldades de segurança, um assunto de grande relevância tratando-se do Chefe de Estado, ainda que seja num contexto pacífico do ponto de vista das relações com Belém, que não as mesmas se estivessemos a falar do Governo de Montenegro.
Cunha e Silva leva António José Seguro à cerimónia, na manhã de 12 de junho, num património que já foi do Estado e hoje é da Região, sendo que provavelmente estará na mente do antigo vice de Jardim deixar uma mensagem de posse da Região, relativamente ao património do Estado, exemplo que ainda não foi conseguido com o Palácio de São Lourenço, onde está o gabinete do Representante, mas agora sem ser a sua residência oficial na Região, por decisão pessoal de Paulo Barreto, o atual detentor do cargo.
Curiosamente, o antigo vice presidente do Governo Regional, ao tempo da liderança de Alberto João Jardim, também esteve no momento da transição, para a Região, da Fortaleza do Pico, sendo que, à época, o acordo envolveu uma contrapartida, por parte da Região, no sentido de construir casas para os marinheiros deslocados na Madeira, uma espécie de "casas de função", o que até hoje não veio a acontecer por incumprimento do acordado pelo então Governo Regional, situação que Albuquerque também não deu seguimento nos seus governos. A Fortaleza "veio" mas casas nem vê-las.
Sendo assim, é neste enquadramento que Seguro vai ao Pico, com uma situação que põe em causa o cumprimento da Região e o empenho para pedir património do Estado mas assumindo capacidade de cumprir e de manter, o que a título de exemplo, também não acontece com o Forte de São Tiago, na posse da Região mas em degradação avançada.
Esta situação transporta-nos para uma reivindicação antiga no que se prende com o Palácio de São Lourenço, património do Estado, que por acaso está a ser alvo de uma intervenção tendo em vista a melhoria de condições do emblemático edifício que a Região quer para si.
Paralelamente às comemorações dos 50 anos da Autonomia, decorrem as comemorações dos 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, sendo que para o efeito foi designado Carlos Coelho, antigo deputado do PSD, para comissário responsável, na dependência do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, em estreita coordenação com o Primeiro-Ministro, com a missão de definir, organizar e acompanhar a execução do programa oficial das Comemorações, entre 1 de janeiro de 2025 e 30 de junho de 2026.
Recorde-se que o Presidente da República estará 24 horas na Região, e no dia 11 de junho vai à Assembleia Regional para presidir à cerimónia de lançamento de um livro e para uma exposição sobre os 50 anos da Autonomia, a convite da presidente do Parlamento, Rubina Leal.
Com o protagonismo dividido entre Cunha e Silva, Rubina Leal e Miguel Albuquerque, desconhece-se, ainda, qualquer indicação do Governo para possíveis iniciativas da sua responsabilidade, não sendo de todo certo que uma visita de Seguro à obra do novo Hospital, normal com outras condições, possa ocorrer num momento em que os custos do investimento hospitalar vão disparar para números ainda não apurados.



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