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  • Foto do escritorHenrique Correia

Defesa "ataca": Mondego era uma "bomba relógio"



Advogados dos 13 marinheiros alvo de processos querem que os arguidos sejam julgados em audiência pública e que a comunicação social esteja presente.




"O missão de factos relevantes, distorção da realidade e adulteração de provas tendo em vista ocultar o papel da hierarquia da Armada". Esta é uma acusação da defesa dos 13 marinheiros do "Mondego" que se recusaram ao cumprimento de uma missão de acompanhamento de navio russo ao largo da Madeira alegando falta de condições de navegabilidade do navio da Armada Portuguesa que se encontrava em serviço no Funchal.

A defesa quer outra coisa: que seja aplicado o Artigo 6.º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem, para que os arguidos sejam julgados em audiência pública, e que a comunicação social tenha acesso a esta.

Segundo a TSF, que divulga dados de um documento de 119 páginas, "a defesa exige perícias independentes ao navio e que os arguidos sejam julgados numa audiência pública". A defesa é assinada pelos advogados Garcia Pereira e Paulo Graça.

Segundo a mesma "fonte" não faltam críticas ao Chefe de Estado Maior da Armada, Gouveia e Melo, bem como ao comandante do navio, que teria manifestado que "também não se sentia seguro a sair para o mar" no estado em que se encontrava a embarcação".

A TSF refere que a defesa "baseia-se na análise ao relatório feita por um perito do Tribunal Marítimo, Jorge Silva Paulo, e afirma que, ao contrário do que a acusação quis fazer crer, o navio era uma autêntica "bomba-relógio", com "gravíssimos problemas de segurança que punham em risco a tripulação".

No entender dos advogados, adianta a mesma informação, "o relatório feito depois da inspeção ao Mondego não tem qualquer sustentação científica e é "uma peça que foi alinhavada por militares submetidos à hierarquia", que só analisaram o navio vários dias depois, e após também terem sido feitas reparações à embarcação".

Ainda de acordo com o documento "os advogados consideram que há uma violação do direito de defesa, já que os 13 arguidos são acusados de desobediência, mas não lhes é dito qual a sanção que lhes pode ser aplicada".

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