Diferenças geracionais sobre o futuro presidente do Naval
- Henrique Correia

- há 2 minutos
- 2 min de leitura
Grupo esboçou uma tentativa para lançar Ara Oliveira, mas este já veio esclarecer que está fora da corrida. Até agora, João Santos parece ser a única candudatura confirmada.

O Clube Naval do Funchal vai para eleições em breve com o atual presidente, António Fontes, de saída. Com os sócios unidos na percepção de ter sido uma gestão pouco assertiva nos propósitos do clube, mas divididos na futura escolha, uma divisão que, como nos adiantam, é geracional.
O primeiro "esboço" de candidatura foi protagonizado por Henrique Rosa Gomes, mas a verdade é que ainda não passou desse patamar, pelo menos por aquilo que se sabe, para além de que o aparecimento de um candidato, no caso João Santos, de uma geração mais avançada e com um grau de credibilidade elevado, deixou eventuais candidatos a pensarem melhor se avançam ou não.
Garantem-nos que este enquadramento geracional impede o consenso relativamente ao nome do futuro presidente, sendo que a insatisfação da geração mais nova decidiu traduzir-se esse pensamento na constituição de um grupo de apoio a Ara Oliveira, desconhecendo-se se houve contactos prévios para avaliar até que ponto havia uma receptividade pública dos associados, ou se o grupo avançou sem falar com o visado.
A verdade é que, conhecendo previamente ou não, Ara Oliveira fez uma publicação onde se coloca fora da corrida eleitoral. Agradece aos amigos, mas antes que o grupo se transforme num movimento, vem colocar um ponto de ordem face aos apoiantes e a todos os restantes associados do Naval. Mas quem lê as entrelinhas desta publicação, percebe uma incompatibiludade entre o que defende, um projeto simples, de famílias, de acolhimento, de um clube a manter intactas as raízes e a génese da sua criação, não um clube de números e estatísticas.
De qualquer forma, seja ou não esta uma das leituras, a verdade é que Ara Oliveira escreve: "Quero deixar claro que nunca foi, nem é, minha intenção candidatar-me a presidente do nosso clube naval. A ideia surgiu num grupo de amigos, num sítio magnífico à beira-mar: a Caloura, nos Açores.
Seria um desafio interessante, como tantos outros que abracei e abraçarei com profissionalismo e dedicação. Mas falta algo essencial: a paixão. Sem ela, como todos sabemos, mais vale não avançar. Aliás, o clube naval comigo nunca seria um projeto de inovação e modernidade. Os tempos conturbados que atravessamos — e as marcas deixadas nos meus pés, dos quilómetros corridos na infância entre os dois cais do clube, das horas, dias e anos nas poças de maré, a observar a sua renovação, previsibilidade, serenidade e empatia — empurrar-me-iam irremediavelmente não para um projeto de grandiosas estatísticas e números de sócios, mas apenas para um projeto simples: pensado para famílias e bons amigos que escolhem reunir-se e enamorar-se à beira-mar, naquela baía magnífica".
Um abraço a todos, e peço desculpa por estes meus amigos que, com bondade e entusiasmo, congeminaram esta ideia de candidatura".



Comentários