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  • Henrique Correia

Direção nacional do PSD "é comissão de candidatura de Passos Coelho"


A declaração é de Alberto João Jardim que apoiou Montenegro nas internas mas não gosta do rumo da liderança: "Vão longe!..."



Passos Coelho saltou, repentinamente, para a ribalta da política. Primeiro foi Marcelo a dizer que o antigo primeiro-ministro ainda tem muito para dar, agora foi o líder nacional do PSD, Luís Montenegro, a dizer o mesmo, o que nem surpreende porque sempre foi uma figura próxima de Passos

"Eu muitas vezes sou acusado de falar do legado e da herança do doutor Pedro Passos Coelho como uma fatura negativa, mas vocês já me ouviram, não é hoje, ouviram desde sempre, dizer que eu tive muita honra, muito orgulho, em ter estado ao lado dele quando ele foi primeiro-ministro", afirmou Luís Montenegro, como refere o Jornal de Notícias.

Montenegro disse mais: "obviamente que uma pessoa que tem esta opinião sobre aquilo que ele foi capaz de fazer nessa altura não pode deixar de concordar com a ideia generalizada de que ele tem muito para dar ao país".

Quem não achou piada foi o antigo presidente do Governo Regional e antigo líder do PSD-M Alberto João Jardim, que apoiou Montenegro nas recentes internas nacionais, mas não gosta nada de Passos Coelho, a quem atribui responsabilidades no "assalto" ao PSD-M para empurrar Jardim e facilitar a via alternativa. Por isso, estas palavras de Montenegro para puxar Passos Coelho, quem sabe para candidato à Presidência da República, caiu mal em Jardim, que no Twitter fez esta publicação nada simpática com o líder que apoiou:

"Afinal a instabilidade desastrosa provocada no PSD, nos últimos anos, não visava uma intervenção maior e mais intensa na vida deste Portugal desgraçado e num caos.

Era para a atual Direção se constituir comissão de candidatura de Passos Coelho. Vão longe!..."

Recorde-se que ao tempo das eleições internas nacionais no PSD, e depois de um almoço com o presidente do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque, no Funchal, Montenegro considerou que "o apoio de Jardim à sua candidatura é um sinal de união interna: “Demonstra que nós somos capazes de nos juntarmos, no PSD, de nos unirmos, de nos agregarmos, de ultrapassarmos divergências, sem nunca nos desencontrarmos em termos de princípios ideológicos.”

Agora, tudo parece estar diferente.

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