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  • Foto do escritorHenrique Correia

Esboço das listas "testa" José Manuel Rodrigues em décimo lugar




A união não está em causa, mas há uma espécie de "guerra fria" que se traduz em alguns episódios que expressam, quase sempre, uma desvalorização do CDS.




Já se sabia que a missão de Miguel Albuquerque não ia ser nada fácil para fazer a lista de candidatos da coligação PSD/CDS às eleições legislativas regionais. São tantas as "clientelas" e tantas as "resistências" que por muita volta que dê à cabeça não consegue encontrar o que podia ser um "meio termo". Nem mesmo a versão "Albuquerque decide e pronto" vai evitar problemas.

É pacífico que Albuquerque vá em primeiro e Rui Barreto em segundo, sendo eles os líderes dos partidos. Mas isso coloca uma duvida: em que lugar vai José Manuel Rodrigues para dar correspondência à dignidade do candidato que é presidente da Assembleia Regional mas simultaneamente garantir a distância compatível com a diferença de relevância entre partidos? Dois candidatos centristas no "top10" parece causar incómodo junto do PSD, mas os pensamentos de Albuquerque, segundo fontes próximas do processo, indicam um esboço prévio onde José Manuel Rodrigues figura em décimo, o que lhe permite salvaguardar posições de figuras relevantes no partido maioritário, casos de Jaime Filipe Ramos, José Prada, Rubina Leal, pelo menos estes, não sendo de excluir a possibilidade de Albuquerque dar relevo de lugar de candidatura a Pedro Coelho e Carlos Teles, que sendo eleitos não ocupam ainda lugar no Parlamento, mas garantem a Albuquerque resolver as representações de Câmara de Lobos e Calheta, sabendo-se como esta "importância concelhia" é relevante para o eleitorado rural do PSD. Dois outros lugares estarão garantidos para Ricardo Nascimento (Ribeira Brava) e José António Garcês (São Vicente). Mas faltam os outros concelhos, mais mulheres, a JSD e eventualmente os TSD, além de um terceiro elemento do CDS para manter o quadro de três deputados hoje na Assembleia. Pode não corresponder ao valor atual do CDS, mas é a referência da composição parlamentar. Um grande problema que se antevê para Miguel Albuquerque.

Faltará agora saber até que ponto Albuquerque conseguirá estancar, dentro do PSD, as tendências que aceitam o CDS pela lealdade, mas não querem dar protagonismo, registando-se, nas costas do líder, episódios em situações que Albuquerque não controla, como os cartazes do Governo, com o slogan da coligação mas apenas com o logo do PSD. Albuquerque tratou a questão como um lapso, mas fala-se que deu jeito este "esquecimento" a quem fez a encomenda dos trabalhos. A união não está em causa, mas há uma espécie de "guerra fria" que se traduz em alguns episódios que expressam, quase sempre uma desvalorização do CDS.

Quanto a José Manuel Rodrigues, certamente que o 10º lugar não lhe satisfaz. Mas a verdade é que agora não pode ameaçar, como fez em 2019, num braço de ferro que deixou Tranquada fora da corrida e Albuquerque sem alternativa perante a possibilidade de Rodrigues decidir a balança parlamentar a favor da oposição. Agora, o seu voto pode valer zero, apesar de ter a seu favor um mandato de visibilidade do Parlamento. O facto da eleição ocorrer logicamente depois dos resultados, pode trair José Manuel Rodrigues na pretensão de se manter presidente da Assembleia.



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