Filipe Sousa mostra pagamento de factura alvo de suspeita do MP

Ministério Público pede levantamento da imunidade do deputado do JPP, mas este nega qualquer irregularidade e diz que isto tudo é discutido em "patuscadas".

O Ministério Público pediu, à Assembleia da República, o levantamento da imunidade ao deputado único do JPP, Filipe Sousa, por suspeitas de recebimento ou oferta indevidos de vantagem.
O MP considera, segundo revelou o DN Lisboa, que "Filipe Sousa está indiciado por celebrar com a sociedade Cassiano’s Rent Car, Lda, em 10 de fevereiro de 2025, um contrato de aluguer de veículo automóvel pelo período de 28 dias e pelo preço global de 1.618,96 euros, tendo restituído o veículo em 10 de março de 2025".
De acordo com o Ministério Público, "o gerente da referida sociedade terá decidido não cobrar o aluguer “unicamente em virtude de este ser o presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz e por causa dessas funções”. E Filipe Sousa terá “aceitado não pagar o aluguer, bem sabendo que tal correspondia a uma vantagem patrimonial que não lhe era devida”, o que se poderá enquadrar na prática de “crime com dolo direto.
Numa publicação hoje feita, nas redes sociais, Filipe Sousa mostra a factura do pagamento e acusa Ministério Público da Madeira de lhe fazer perseguição política. Diz que o procurador que pediu o levantamento da imunidade foi o mesmo que foi alvo de queixa por parte do deputado do JPP, há uns meses.
O deputado diz que estas "perseguições" são discutidas em habituais "patuscadas". Diz-se totalmente tranquilo relativamente a essa acusação.
O mesmo DN refere que o "ofício do Tribunal da Comarca da Madeira, ao qual a agência Lusa teve acesso, está em apreciação na Comissão Parlamentar de Transparência. Tem como relator o ex-líder da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, e relaciona-se com uma alegada prática do deputado do Juntos Pelo Povo (JPP) enquanto presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz no mandato 2021-2025".



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