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  • Duarte Azevedo

'Francisco Franco' com pinturas faciais


Forma de protesto no basquetebol.


Uma prática comum no 'futebol americano', pintura preta abaixo dos olhos, foi replicada pela equipa de basquetebol feminino da Escola Francisco Franco na última jornada do campeonato principal da modalidade, no Pavilhão da Luz, frente ao SL Benfica (vitória encarnada por 76-41).

No entanto, o gesto da formação madeirense, como facilmente se compreende, nada tem a ver com o que se passa na NFL - a pintura evita o reflexo do sol, com a cor preta a absorver a luz e o calor -, nem mesmo com o que aconteceu há alguns no futebol do Setúbal, quando Allison era o treinador e cujo 'adjunto' transportou essa teoria para a equipa do Sado. Afinal, o basquetebol joga-se em recinto fechado, pouco ou nada afetado por reflexos.

Contudo, tais pinturas também transmitem um 'ar de guerra' de quem as mostra pelo que será por aqui que se justifica as 'caras disfarçadas' de atletas e técnico da 'Francisco Franco'. É que Paulo Freitas - na foto, o conceituado técnico que levou as 'estudantes' ao principal patamar do basquetebol feminino português - e as suas pupilas "estão em luta" por alternativa ao pavilhão onde atuam em 'casa', na medida em que o recinto da Escola Francisco Franco vai para obras a 6 de novembro, devendo as melhorias de piso e cobertura só estarem prontas no final de dezembro. E recusaram, já, jogar na Serra de Água.

Mas, curiosamente, não foi esta a primeira vez que o basquetebol feminino madeirense assim se apresentou, de riscos negros na cara, pois o CD Nacional há alguns anos fez o mesmo em certas partidas. Só que aí o simbolismo fica-se pela 'atitude guerreira' que teria de ser colocada em campo...

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