Funchal põe "caixas de donativos" na "Câmara" e nos museus
- Henrique Correia

- há 13 horas
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Intervenção recuperou o Salão Nobre, que será aberto ao público. Os donativos visam a "contribuição para a manutenção dos equipamentos".


A Câmara Municipal do Funchal leva à Reunião de 27 de agosto, a próxima quinta-feira, a proposta de colocação de “Caixas de Donativos” nos Museus Municipais e também nos Paços do Concelho, "como forma de contribuição para a manutenção destes equipamentos". Lembra a Autarquia que "esta é uma prática corrente em diversos países europeus sendo já uma assinalável estratégia de angariação de fundos e de comunicação".
Esta decisão surge num contexto de valorização do património através da restauração do Salão Nobre dos Paços do Concelho, que será aberto ao público. A intervenção durou quatro meses e envolveu recursos humanos da autarquia, bem como exigiu a intervenção de uma equipa de restauradores.
Uma publicação da Autarquia, nas suas plataformas digitais, recorda que "o edifício foi edificado em 1758 e que pertencia à família dos Condes de Carvalhal, tendo tido diferentes proprietários e ocupações ao longo da história, inclusivamente foi residência do Cônsul Inglês, George Stoddart, isto no século XIX, até ter sido adquirido pela CMF, em 1883, por 25 contos de reis, esta visou não só a conservação e restauro, com destaque para a recuperação dos frisos e da sua policromia original, como também a recuperação da pintura “Alegoria das 7 profissões, do pintor madeirense Alfredo Migueis, discípulo de Columbano Bordalo Pinheiro, cuja obrase encontra representada em diferentes instituições nacionais e também do mobiliário existente, numa lógica das políticas municipais de preservação do património histórico e cultural do Funchal". A nota aproveita para relevar o que considera "uma das marcas do executivo liderado por Jorge Carvalho, na Câmara Municipal do Funchal": o reforço do investimento e inovação nos apoios.
A Câmara revela que "foi detectada, aquando do início dos trabalhos, a existência de uma policromia anterior a 1901 e que, até à data, estava oculta por sucessivas intervenções de repolicromia,, o que exigiu a intervenção de especialistas em restauração – foi descoberta uma chave grega (também conhecido como meandro), sendo esta a um padrão geométrico clássico formado por uma linha contínua que se dobra repetidamente em ângulos retos e, neste caso em concreto, aplicado de forma linear e horizontal enquanto ornamentação de todo o Salão Nobre.
Face à relevância deste achado, foi necessária uma minuciosa e especializada intervenção que contemplou a remoção controlada das sucessivas camadas de repolicromia, via procedimentos mecânicos e húmidos, precedida de testes de solubilidade, bem como a limpeza da superfície pictórica, incluindo ainda o preenchimento e nivelamento de lacunas e a respectiva reintegração cromática, sempre respeitando os princípios e as boas práticas de conservação e restauro, dando visibilidade a elementos decorativos que permaneceram ocultos, durante décadas, valorizando, agora, a autenticidade histórica e estética do Salão Nobre da Câmara Municipal do Funchal".



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