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Governo Regional sempre criou entraves na operação "ferry"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura


A opinião é do antigo deputado Gil Canha, que revela ter contactado armadores que revelaram dificuldades colocadas pelo Governo da Região para armadores de fora.




Foi eleito deputado à Assembleia Regional, em 2015, pelas listas do PND mas como independente. Foi vereador na liderança de Paulo Cafôfo, no Funchal, a todos deu uma "trabalheira" política com um estilo crítico muito próprio, incidindo sobretudo no Urbanismo, mas também nos Portos, um pouco transversal dependendo daquela que considerasse ser uma intervenção no âmbito da sua atividade política, que abandonou para ter uma intervenção cívica através de posições assumidas nas ditas redes sociais.

Foi neste contexto que Gil Canha, é dele que falamos, abordou a polémica questão das ligações marítimas de passageiros, com carga associada, entre a Madeira e o Continente. O estudo recente, que revelou inviabilidade da operação, envolvendo custos elevados, foi o mote para Gil Canha intervir com uma publicação no Facebook, onde faz referência ao facto de, no tal estudo, "o único armador que falaram foi com o Grupo Sousa, está tudo dito", além de apontar críticas ao secretário regional da Economia

Revela que quando era deputado no parlamento regional "resolvi um dia contactar as três empresas que fazem a ligação via ferry, entre Huelva e Cadis (Espanha) e as ilhas Canárias (Fred Olsen, Trasmediterrânea, e na altura, o Armas, presentemente a Baleària). Perguntei-lhes se havia interesse em fazerem um pequeno desvio e passarem na Madeira, e pelo DESVIO, poder-se-ia pensar em receberem um subsídio do governo português, à semelhança do que recebiam do governo espanhol.

E obviamente, a carga, os passageiros, e os automóveis desembarcavam em Huelva (fica a cerca de 50 minutos de automóvel até Vila Real de Santo António), ou mais longe, até Cádis, e ficava a malta madeirense com um pé no continente europeu. A Fred Olsen e a Trasmediterrânea responderam positivamente, mas (este, Mas é importante) informaram-me que além das difíceis negociações com o governo português, havia uma mais séria, que era a aversão e hostilidade do Governo Regional da Madeira que protegia o seu único armador (leia-se grupo Sousa), e que para a operação ser rentável financeiramente, além do transporte de passageiros, teria de haver obrigatoriamente carga comercial, isto é, transporte rodado de mercadorias".

Segundo Gil Canha "isto é prova que o Governo Regional da Madeira sempre criou entraves burocráticos estapafúrdios, limitações de carga e taxas portuárias do além para afugentar concorrentes, como aliás aconteceu com o Armas, que já na altura estavam a sofrer “as passas do Algarve” com a nossa máfia regional, facto que não era alheio às outras duas concorrentes.

E lá ficou a minha ideia nas catacumbas da Assembleia Legislativa Regional aguardando que um dia o povo desperte e se liberte dos seus oligarcas".

 
 
 

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