Herdeiro de Lourdes de Castro vende casa ao Governo mas a valores de mercado

Miguel Albuquerque anunciou contactos, mas o advogado do herdeiro diz que não teve qualquer contacto com o Governo.

A casa atelier da artista madeirense Lourdes de Castro, no Caniço, só será vendida ao Estado ou à Região dentro dos valores de mercado. O único herdeiro, sobrinho, colocou o imóvel à venda por pouco mais de 4 milhões de euros, mas retirou do mercado na sequência de uma reação pública relativamente ao desaparecimento de um património que deveria ser preservado na esfera pública.
A verdade é que Lourdes de Castro morreu em 2022 e, desde então, nenhuma entidade pública assumiu qualquer iniciativa no sentido de adquirir a casa. Assim que foi publicado o anúncio da venda, tanto o Governo Regional como a Câmara de Santa Cruz avançaram com a intenção de classificar o imóvel e, no caso do Executivo Regional, adquirir para a posse pública. A Autarquia já aprovou o processo de classificação e o presidente do Governo revelou a existência de contactos para a aquisição, iniciativa que o advogado do herdeiro nega.
O PÚBLICO refere hoje que o advogado, Tiago Caiado Guerreiro, representa o herdeiro há pouco tempo, e relativamente ao Governo o jornal não conseguiu qualquer reação ao assunto.
Nuno Brazão, o herdeiro, garante estar aberto a negociações, admite vender ou proceder a troca de imóveis. Mas diz que o processo terá de incidir sobre valores de mercado.



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