Historiadora escreve a Eduardo Jesus para classificar casa de Lourdes Castro
- Henrique Correia

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A casa, “peça de grande qualidade moderna”, foi desenhada por Zimbro.

O jornal Público revela, em reportagem sobre a venda da casa da artista madeirense Lourdes Castro, no Garajau, Caniço, que a historiadora de arte Raquel Henriques da Silva dirigiu a Eduardo Jesus, secretário regional do Turismo, Ambiente e Cultura, um pedido de classificação nas suas quatro componentes: “Casa, jardim, anexo e vistas.”
No texto, refere o jornal nacional, a especialista em museus lembra que "a casa, “peça de grande qualidade moderna”, foi desenhada por Zimbro, combinando “valores de uma estética japonesa (que os artistas prezavam)” com “processos construtivos e arquitectónicos tradicionais”.
O Público refere que "além do jardim, “componente essencial do conjunto” de que Lourdes Castro se ocupou com grande desvelo quase até ao fim, há a proteger, também “o lugar de implantação” e “a vista sobre o mar”, que a artista integrou na sua obra, “através de memórias e vivências”, desde a década de 60. “Para lá dos referidos aspectos físicos, o bem [a totalidade do lote] tem uma imensa importância simbólica: pela vida dos seus proprietários e pela gente que foi recebendo, o que se traduz numa rara casa de artista, única na Madeira, em Portugal e no mundo”, acrescentou a historiadora de arte.
“Acredito que o secretário regional de Cultura vai encaminhar o pedido para os serviços competentes, que hão-de dar seguimento e uma resposta, que tem de ser devidamente fundamentada”.
O anúncio de venda da quinta foi retirado da base da imobiliária Idealista. A casa dos artistas Lourdes Castro e Manuel Zimbro tinha sido colocada à venda por 4,1 milhões de euros.



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