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"Há montantes investidos em propaganda personalizada"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 6 horas
  • 2 min de leitura


Alberto João Jardim não deixa passar o anúncio de Eduardo Jesus sobre o Sis­tema Regi­o­nal de Cadas­tro Pre­dial, que permitiu reduzir o tempo de resposta "Deus nos livrasse não ter reduzido o tempo de resposta".




Não é segredo para ninguém um certo sentido crítico do antigo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, relativamente ao secretário regional do Turismo, que também tem agora o Ambiente, Eduardo Jesus, um nome que em tempos foi colocado em cima da mesa, com conhecimento de Estado, como uma forte possibilidade para liderar um Governo de transição se Miguel Albuquerque saísse em consequência do processo judicial, ainda em curso.

Pois bem, o "impulso" de Jardim com Eduardo Jesus não é novo, talvez mais "velha" e conhecida, dentro e fora, seja a ligação do secretário do Turismo pelo jornal "independente" da Região, uma "fama/proveito" que vem de longe, e que recorrentemente vem à discussão pública.

Sabendo disso, Jardim não ficou indiferente a uma notícia, no Diário, onde Jesus dá conta de um grande feito, em matéria do Sis­tema Regi­o­nal de Cadas­tro Pre­dial, imple­men­tando um novo modelo, em que o tempo médio de res­posta dos pro­ces­sos dimi­nuiu de cerca de 350 dias para ape­nas 12 dias. Uma área da tutela daquela super secretaria, que por acaso vem acumulando problemas atrás de problemas face à necessidade de intervir na ordenação do "boom" turístico.

Neste contexto, e para que se perceba o que escreve Jardim, fica o registo, interessante para quem conhece, tem memória e pode enquadrar como deve ser. Salvaguardando-se, porque a memória também tem esta verdade, que nos Governos de Jardim, muitos secretários tinham igualmente agendas pessoais e "propaganda" conhecida tornada pública com os mesmos métodos, desconhecendo-de qualquer ação das fiscalizações competentes, aqui referidas por Jardim, no sentido de apurar eventuais contornos dissonantes com os procedimentos.

Feita esta salvaguarda, vejamos o que escreveu o antigo presidente do Governo:


"A Regionalização do Instituto Geográfico Cadastral sucedeu num dos meus últimos Governos (desde 2015 pararam as transferências de Competências, Património e Serviços).

Negociação difícil, pois operações cadastrais arrecadavam verbas e entendidas como controlo do território. Só assim foi possível, depois, a adaptação à Madeira do decreto-lei 72/2023 e implementar o Sistema de Informação Cadastral Simplificado, cuja digitalização, Deus nos livrasse não ter reduzido o tempo de resposta".

E é aqui que Jardim dá o "toque":

"Face à propaganda publicada, convém esclarecer as coisas - com as quais não se brinca, nem se as instrumentaliza. Até porque não são inocentes os montantes neste momento investidos em propaganda personalizada, nalguns Serviços Públicos. À atenção das fiscalizações competentes".

 
 
 
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