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Há público irresponsável na estrada para ver o Rali; não há segurança que resista

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 8 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura


Claro que podiam existir barreiras metálicas, fitas, mais dois ou três polícias. Mas quantas zonas com fitas e barreiras metálicas existem pela ilha e os espectadores passam na mesma de um lado para outro?





O infeliz acidente que tirou a vida à Vitória, a menina de 8 anos apanhada pelo carro do piloto Miguel Gouveia quando atravessava a rua, na Encumeada, ao que dizem, corria atrás de familiares que tiveram a imprudência de passar para o outro lado, veio retomar o debate sobre a segurança do Rali com inquérito em curso por parte do Ministério Público e um desenrolar de dúvidas sobre aspetos que têm sido reforçados pela organização, sendo que se trata de uma rubrica que leva mais de metade do Orçamento da prova, como disse Paulo Fontes recentemente.

Naturalmente que a circunstância de haver um acidente com esta gravidade, faz desencadear um processo de investigações tendentes ao apuramento do que se passou, naturalmente com as conclusões que vierem a ser apuradas para posterior avaliação de responsabilidades ou advertências para eventual melhoria de alguns aspetos relacionados com a segurança. É cedo para concluir seja o que for, sabendo-se que o caminho mais fácil é, em processo sumário, responsabilizar a organização pelo sucedido, e não as dezenas de pessoas que antes e depois do acidente, andaram de um lado para o outro como se pudessem fazê-lo, como se ninguém tivesse alertado, como se a segurança não tivesse até avisado para a possibilidade de cancelar a segunda passagem pelo Rosário, tal era a desordem pública no local.

Claro que qualquer organização de qualquer prova automobilística do mundo terá sempre aspetos a melhorar em várias matérias, segurança também. E no caso da Encumeada, uma classificativa emblemática do Rali Vinho Madeira, existem zonas mais sensíveis, como aquela onde ocorreu o acidente. Claro que podiam existir barreiras metálicas, fitas, mais dois ou três polícias. Mas quantas zonas com fitas e barreiras metálicas existem pela ilha e os espectadores passam na mesma de um lado para outro? Bastará puxar as emissões televisivas para trás e facilmente podemos ver pessoas no meio da estrada de forma despreocupada pensando que já acabou, como os familiares da menina pensaram quando passou um carro e não estavam à espera de outro logo a seguir. É frequente acontecer isso, a surpresa é não haver mais acidentes.

Podem fazer todos os inquéritos que quiserem, podem até pretender responsabilizar a organização. Mas a verdade é esta: uma prova automobilística de alta competição tem riscos e grandes. Cada envolvido deve assumir as suas obrigações e as respobsabilidades. Não facilitar na segurança é não facilitar. Não é brincar com coisaa sérias e a culpa é sempre dos outros.

O pior, mesmo o pior, é que estes riscos, levados ao extremo, podem tirar vidas. Como foi o caso.


 
 
 

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