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Jardim pede que o entusiasmo atual evite revoltas do passado

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
há 6 horas
2 min de leitura


Antigo presidente faz "mea culpa" e lembra que "o clima partidário interno dos anos logo após 2015, podia ter sido letal para o PSD/M".






Jardim diz que a "invasão com meios militares", referindo-se ao processo judicial, "reagrupou bastante do que parecia irremediavelmente quebrado". Fala do PSD-M.


O antigo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, registou um dos momentos raros desde a sua vida política ativa, mas também, agora, da sua ativa vida de reformado com intervenção cívica: um "mea culpa" sobre o Desenvolvimento Integral da Madeira e o entusiasmo vigente a "coexistir" com "mágoas" e "recados" ao passado. Jardim convive com o ambiente de tensão e combate, mas fica sempre mais cordato em tempos subsequentes a um reconhecimento público, foi o caso da Insígnia dos 50 anos da Autonomia, que recebeu por mérito próprio.

O escrito da rede X carateriza bem Jardim, "uma no cravo, outra na ferradura" e outra que deixa sempre em aberto para quem "encaixar". Escreveu isto: "Porque sou daqueles que, nesta matéria, também reconheço dever “mea culpa”, é preciso que o entusiasmo no Desenvolvimento Integral da Madeira não provoque, ainda que involuntariamente, comentários sobre o antecedente, que Companheiros do mesmo percurso feito no pluralismo interno do PSD, não se revoltem com referências injustas ou pouco cuidadas.O clima partidário interno dos anos logo após 2015, podia ter sido letal para o PSD/Madeira. Felizmente a INVASÃO com meios militares sob égide dr.Neves, ministro protegido de Montenegro, ressoou os alarmes de reafirmação do “adversário principal” e reagrupou bastante do que parecia irremediavelmente quebrado.

Cuidado, portanto, com o entusiasmo ao dizer e ao fazer,

para não estragar..."

Pois bem, este escrito de Jardim visa, de certo modo, apaziguar ressentimentos e evitar escaladas de "tiro ao alvo" ao jardinismo. Ao mesmo tempo, apela a uma certa convergência, como refere, de "Companheiros do mesmo percurso feito no pluralismo interno do PSD", sendo de algumas reticências a palavra pluralismo, bonita por fora, mas tantas vezes sem conteúdo que sustente a gestão de "ativos" e a contenção de críticas de facções que ocorreram em 2015, com a entrada de Miguel Albuquerque, entretanto diluídas no tempo através da "acomodação" por diversos expedientes que a Política conhece e a "chama" alimenta através de quem tem o Poder para exercer e distribuir.

Jardim fala em PSD-M reagrupado, por via dos processos judiciais, inexplicavelmente arrastados, mas não deixa de lembrar que "o clima partidário interno dos anos logo após 2015, podia ter sido letal para o PSD-M". Só não foi, diz, porque houve a operação policial liderada por Luís Neves, então na PJ, hoje "ministro protegido de Montenegro", conclui o antigo presidente.

Conclui-se, também, que é Jardim no seu melhor: está ativo sem estar no ativo.


 
 
 

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