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Jardim reafirma: Palácio devia ser entregue à Região

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 4 horas
  • 2 min de leitura

"As últimas Legislaturas são de desolador mau aproveitamento das nossas faculdades legislativas, o que é injustificável"



O novo Representante da República não vai residir no Palácio de São Lourenço e não vai aos dias dos concelhos para não retirar protagonismo ao Poder Local, já agora ao Poder Regional, que também tinha a perder se o Representante estivesse presente. Jardim concorda com as posições de Paulo Barreto, além de reafirmar que está contra a existência do cargo.

Para quem se lembra da campanha do tempo de Jardim, apadrinhada pelo "Independente" Diário, e intitulada o Palácio é Meu, é Teu, é Nosso", visando ajudar na defesa daquele património para a Região, compreende que, neste particular, Jardim não mudou de opinião. Continua a dispensar o Representante e a reivindicar o Palácio, ficou mais fácil, agora, que já nem é a residência do Representante. Jardim escreveu hoje, na rede social X, que "discordando da existência do Cargo e coerente com o que eu vinha alertando, concordo com estas posições assumidas pelo Representante da República.

O Palácio de S.Lourenço, hoje o símbolo colonial material mais visivelmente agressivo, devia ser entregue à Região Autónoma.

O Parlamento da Madeira (o nome Assembleia Legislativa é secundarizante, mas melhor do que o propositado “assembleia regional”) é o pilar fundamental da Autonomia porque Esta assenta num Poder Legislativo próprio,ainda que colonialmente restringido. Existe para LEGISLAR e debater democraticamente aquilo com dignidade de interesse para o Povo Madeirense. As últimas Legislaturas são de desolador mau aproveitamento das nossas faculdades legislativas, o que é injustificável dado o exagerado número de Deputados e de Assessores, cuja redução SEMPRE procurei. E as próprias Resoluções padecem da má qualidade estética dos “comunicados” partidários e, sobretudo, são de conteúdo inócuo.

A qualidade dos Grupos Parlamentares PSD dispensava-me, e aos meus Companheiros de Governo,

de acorrer amiúde ao Parlamento, sem que tal violasse a Constituição e as Leis. Bem como os Militantes PSD conheciam as minhas opções pela Democracia Presidencialista face à Parlamentar".

 
 
 

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