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  • Foto do escritorHenrique Correia

João Pedro Vieira coloca "pressão" ao PS-M: falta a "meia vitória" de 2019



"Continua a faltar a meia vitória que nos permitirá mudar a vida dos madeirenses e o futuro da Madeira. É esse o legado que têm nas mãos".




João Pedro Vieira foi secretário-geral do PS Madeira e vereador da Câmara do Funchal, esteve nos momentos mais altos do partido, na Região, é um socialista atento à política, ao seu PS, que faz 50 anos, mas sobretudo atento à evolução, ou à falta dela, na estrutura regional socialista sob liderança de Sérgio Gonçalves. Na história global do PS, diz que falta a "meia vitória" ao PS Madeira. A outra meia, está bom de ver, aconteceu em 2019. Nunca o PS-M tinha chegado tão perto do poder. Desse tempo, resta pouco ou nada.

Num artigo de opinião recentemente publicado no Diário, João Pedro Vieira escreve que essa meia vitória que falta ao PS na Madeira não ofusca a história nem como diz o articulista e militante socialista "diminui a dimensão da História do PS Madeira, que também nos deve orgulhar, desde os seus mais ilustres fundadores aos nossos mais empenhados militantes “anónimos” que contribuíram para aqui chegarmos. Uma História de Resistência, perante um regime que nem sempre convive bem com a Democracia e com a Liberdade individual. Uma História de Governação, traduzida em vitórias em Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia que governamos melhor, com maior responsabilidade financeira e justiça social. Uma História de Oposição, enquanto construímos uma alternativa que mereça a confiança da maioria dos madeirenses".

João Pedro Vieira lembra: "Tive a felicidade de fazer parte de um capítulo decisivo da História recente do PS na Madeira. Em 2017, fui eleito Vereador da Câmara do Funchal porque conquistámos a nossa primeira maioria absoluta. Depois, fui Secretário-Geral do PS quando retirámos, também pela primeira vez, a maioria absoluta ao PSD. Ouvir André Ventura, passados 4 anos, anunciar que o Chega quer acabar com o que já não existe, a maioria absoluta do PSD, é um momento revelador da sua dupla e profundíssima ignorância - a política que todos conhecíamos; a sobre a Madeira que todos passámos a conhecer - e recorda-nos que, 50 anos depois, importa mesmo continuar a combater o fascismo".

O antigo secretário-geral socialista acrescenta: "Não tenho dúvidas sobre o caminho que o PS devia ter percorrido na sequência da meia vitória das últimas eleições regionais: manter as linhas principais de um projecto que, a partir desse momento, com mais recursos políticos e financeiros, deveria estar hoje em condições de conquistar a meia vitória que falta nas próximas eleições regionais. Em vez disso, houve quem tenha decidido iniciar um novo ciclo que, chegados aqui, levou a que não sobrasse, agora, uma única das peças que deram consistência política ao projecto de 2019".

"À medida que nos aproximamos rapidamente das eleições, a expectativa que ainda tenho é a de que se concretize o envolvimento imprescindível que tarda para inverter o rumo anunciado".

João Pedro Vieira deixa um patamar de exigência alto. A pressão está, como se vê, do lado do PS-M. Prescindir do melhor do PS de 2019 tem como obrigatoriedade fazer melhor do que em 2019:

"As eleições regionais da Madeira são as únicas que se disputarão este ano - e vencê-las e governar a Região seria o culminar de um trajecto do PS no país onde continua a faltar a meia vitória que nos permitirá mudar a vida dos madeirenses e o futuro da Madeira. É esse o legado que têm nas mãos".

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