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JPP pediu audiência a Seguro há três meses mas até agora nada

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 7 minutos
  • 2 min de leitura


Élvio Sousa reage a este atraso com "silêncio": "A minha educação, sempre me ensinou a acusar a receção e a responder atempadamente a uma determinada solicitação".




O secretário-geral do JPP Élvio Sousa, deputado na Assembleia Regional, fez uma referência à recente visita do Presidente da República para revelar que o partido tem um pedido de audiência enviado a Belém, há cerca de três meses, mas ainda não obteve resposta. Nem sim, nem não, nem talvez. Uma situação que deixa o partido descontente, também pelo facto de ser, presentemente, a segunda força mais votada na Região, portanto lidera a oposição.

"António José Seguro, tem na sua mesa, desde 9 de março de 2026, - o que perfez três meses sem resposta oficial, pelo menos de receção, - um pedido de audiência do JPP para que seja discutido, com profundidade, os vários assuntos regionais de relevo. Da Madeira e dos Açores", escreveu o parlamentar no Facebook, referindo que "a minha educação, sempre me ensinou a acusar a receção e a responder atempadamente a uma determinada solicitação, e em tempo útil. A ausência de resposta é, na minha perspetiva, uma carência de civilidade e de respeito institucional".

Élvio Sousa diz que de Seguro "não ouvimos praticamente nada de relevante em matéria de transportes marítimos e aéreos, a nossa única alternativa de mobilidade, a importância do Ferry, do modelo de transporte marítimo de passageiros e mercadorias e do Subsídio Social de Mobilidade (SSM), agora Mecanismo de Continuidade Territorial (MCT)".

Diz o secretário-geral do Juntos Pelo Povo que "em pouco mais de um ano de Governo da República PSD/CDS, nunca os direitos das regiões autónomas foram tão maltratados. Foi a obrigatoriedade da certidão de não dívida, os insultos de Hugo Soares, a promessa do segundo meio aéreo, a promessa do estudo do Ferry que não vê a luz do dia e a promessa de constituição de uma estrutura de missão para avaliar “Quanto custa viver nas Ilhas”.

A cereja no topo do bolo, aconteceu, imagine-se, na cerimónia comemorativa dos 50 anos da autonomia e dos 40 anos da adesão de Portugal à União Europeia. O péssimo mau perdedor, o ministro Leitão Amaro, ao tecer lamúrias à decisão democrática, e dos representantes dos portugueses, às alterações do SSM, protegido que estava, do Povo, pelas muralhas cinzentas da Fortaleza Filipina do Pico.

Grande pontaria têm os figurantes deste governo centralista que consideram que os direitos dos insulares são um custo permanente para a República, um Estado Unitário que se diz respeitador da autonomia regional e local".

Élvio Sousa conclui: "Soou a fina-flor, que escolhe a dedo, quem vai e quem pode assistir. O mesmo erro histórico que cometeram as elites após serem eleitas pelos eleitores".



 
 
 

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