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  • Duarte Azevedo

Liga de Clubes pela primeira vez sem Delegados madeirenses


Luís Gaspar é o único residente na Região que continua.


Nesta época 2021/2022 a Liga Portugal, a conhecida Liga de Clubes que dirige o futebol profissional português, não terá Delegados naturais da Madeira. Ao que se apurou, trata-se da primeira vez que tal acontece, sendo que Jorge Nóbrega, recorde-se, já lá vão alguns anos, foi o primeiro. Daí para cá tem havido sempre naturais da Madeira o que, a partir de agora, deixa de acontecer. Na lista para a nova época, mantém-se, no entanto, Luís Gaspar, um professor continental que já vive há largos anos na Região. Contudo, António Joaquim Rosa, que foi colocado em 29º lugar entre 35 Delegados, abandonou por sua vontade, ao passo que Dúlio Martins, 33º, deixa de poder dar o seu contributo - os dois últimos da lista, 33º e 34º, não podem exercer essas funções. Luís Gaspar foi 23º. Recorde-se que em todos os jogos da I Liga têm de estar dois Delegados, enquanto na II Liga é apenas um - mas se for jogo da Taça da Liga com uma equipa da I Divisão, terão que existir dois. Sendo que Luís Gaspar não poderá estar em todos os jogos na Madeira, a Liga de Clube terá que enviar em todas as jornadas do escalão principal um ou dois Delegados, tendo que o fazer, também, em muitos desafios do CD Nacional. Como curiosidade aponte-se que os Açores também só têm um Delegado da Liga Portugal, mas apenas têm uma equipa no futebol profissional. Em recente curso havido para Delegados da Liga não concorreu nenhum madeirense pois o mesmo aconteceu no continente e os eventuais interessados tinham que o fazer a expensas próprias. Para além de que o reconhecimento recebido, financeiro e não só, e com um calendário desajustado para quem não é profissional - e um Delegado da Liga não recebe contrapartida que justifique esse estatuto -, ser Delegado da Liga não se apresenta nada atrativo. Sobretudo para quem vive em território insular.


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