Liga espanhola impõe teto salarial para a II Divisão
Almeria 'de José Gomes' é dos que mais pode gastar, ultrapassando os 27 milhões de euros

A Liga espanhola de futebol impõe um 'teto salarial' para os clubes que disputam a II Divisão - LaLiga Smartbank. Tal como para a Liga principal. Os valores indicados por aquela entidade, ou seja, o que qualquer clube pode gastar na temporada 2020/2021, incluindo as despesas no apelidado 'mercado de Inverno', cobrem os gastos com os jogadores, o treinador principal, o primeiro 'adjunto' e o preparador-físico, bem como com a filial, se houver, escalões de formação e outras secções. Obviamente que esta determinação já levantou alguma polémica, até pelos valores atribuídos a cada coletividade. Desde logo a enorme diferença entre clubes na II Liga. O Girona, por exemplo, só pode gastar 4,2 milhões de euros enquanto o Espanyol dispõe de 45,3 milhões. Valor este 14 vezes superior ao que está autorizado a despender o Málaga, o 'lanterna vermelha' nestas contas (3,6 milhões) e no campeonato. O clube catalão lidera os valores, bem acima do segundo nesta tabela, que é, curiosamente, o Almeria 'de José Gomes', que, mesmo assim, está autorizado a gastar pouco mais de 27,5 (menos 17 milhões). Leganes e Mallorca vêm logo a seguir. Outros clubes insulares têm direito a menos: Tenerife 10,82 milhões, o Las Palmas 7,92 milhões. Outro dado: o Espanyol pode gastar mais na II Liga que seis clubes da I Liga (Elche, Huesca, Levante, Cádiz, Alavés e Eibar). Dados curiosos que nem vale comparar, sequer, com a I Liga portuguesa... É 'outro mundo'! Na I Liga espanhola o Real Madrid está autorizado a gastar 468,5 milhões... E fiquemos por aqui.



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