Miguel Sousa diz que hora de fecho dos bares noturnos não pode ser por impulso
- Henrique Correia
- 9 de jul. de 2022
- 1 min de leitura
"Esta Câmara laranja tem tempo para planear e executar. Vai perdurar a sua gestão. Não deve precipitar decisões".

Miguel Sousa, antigo vice presidente do Governo Regional e empresário, abordou esta semana, numa carta do leitor publicada no Diário, uma questão polémica relacionada com o horário de encerramento dos bares noturnos, um debate que tem merecido críticas dos empresários do setor, designadamente depois da Câmara do Funchal ter avançado como anúncio de futuras medidas visando o encerramento dos bares da Zona Velha à uma da manhã.
Miguel Sousa diz que a discussão é recorrente mas não assenta em estudos que em sua opinião severiam ser feitos antes de qualquer decisão nesse sentido.
"Este é um momento pouco apropriado para se abordar a questão. Deixar as empresas e os empresários aguentarem financeiramente todo o tempo Covid para agora condenarem os negócios ao definhamento, então tinha sido mais sério avisar antes do confinamento geral, pois assim tinham-se encerrado as empresas e despedido os trabalhadores. Para quê suportar todos os custos e riscos para agora serem asfixiados? Não é razoável. Isto não pode ser por impulso".
Miguel Sousa acrescenta que "esta câmara laranja tem tempo para planear e executar. Vai perdurar a sua gestão. Não deve precipitar decisões sobre temas muito antigos e que nunca se chegaram a um consenso...Há um trabalho no urbanismo para ser pensado e feito. Tudovisto é complexo. Não se podem autorizar estabelecimentos noturnos e não querer ninguém nas ruas".
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