Mobilidade leva a "picardia" entre antigas figuras do PSD-M

Miguel Sousa questiona voto no PSD por causa da Mobilidade e Rui Fontes considera que o PSD ganhou eleições sem o voto de Miguel Sousa...que estava no CDS.

O PSD Madeira está há 50 anos no Poder, mas na verdade, apesar dessa aparente hegemonia institucional, a parte interna foi pouco "cultivada", verdadeiramente, ao longo dos tempos. Muito governo e pouco partido, levou o PSD-M a uma gestão à vista e à criação de facções que, por via das sucessivas maiorias, ainda que cada vez menos absolutas, não emergem na medida das divergências reais.
O antigo vice presidente da Assembleia Regional e do Governo, vem protagonizando uma intervenção pública que nem sempre é bem recebida pelos seus companheiros de partido. Intervém em temas da atualidade, defende Albuquerque, mas tem criticado alguns secretários, além de se mostrar contra a aliança com o CDS. Defende a Mobilidade, está a favor do fim do teto e quer os madeirenses a pagarem apenas os 79 euros da tarifa de Mobilidade Aérea. O alvo PSD nacional, que pretende repor o teto (como também considera o Governo Regional) tem sido um alvo.
E foi precisamente uma publicação sobre a Mobilidade que "agitou as águas" entre Miguel Sousa e Rui Fontes, uma "agitação" que deixa marcas na JSD Madeira, organização que omite os seus primeiros anos de história, quando Rui Fontes liderou, já em 76, e tem como primeiro presidente Miguel Sousa, em 79, que por sinal acabara de passar por uma militância no CDS.
Miguel Sousa escreve, no Facebook: "O PSD vota contra o povo na lei da Mobilidade e depois quer o meu voto?"
Rui Fontes reage com "mão pesada:
"Em 1976 votavas CDS e isso não impediu que o PSD ganhasse as primeiras eleições regionais"
Miguel Sousa responde: "Rui Fontes ao contrário de ti tenho liberdade de voto que prezo e não dispenso. Não andei fugido. Estive sempre activo".
E leva outra resposta: "MiguelSousa
A crítica e liberdade de voto é legítima mas a coerência é uma qualidade política. A verdade é que o passado não desaparece só porque o discurso mudou".
Rui Fontes, antigo líder da "Jota" nos primeiros anos de existência ocultada, e antigo secretário regional do Governo de Jardim refere-se ao facto de Miguel Sousa ter sido do CDS. Incluiu a candidatura centrista à Câmara do Funchal, em 76.



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