Morreu o Bispo Emérito do Funchal D. Teodoro
- Henrique Correia

- 23 de ago. de 2025
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Ao longo de 26 anos, foi bispo do Funchal até que o Papa Bento XVI aceitou a sua resignação por motivos de idade.

"É com profundo pesar que a Diocese do Funchal comunica o falecimento de D. Teodoro de Faria, Bispo Emérito do Funchal, cuja vida foi inteiramente dedicada ao serviço de Deus e do povo madeirense. Apela-se a toda a comunidade diocesana que se una em oração, pedindo ao Senhor que acolha D. Teodoro na Sua misericórdia e conceda consolo e esperança à sua família, amigos e a todos os que partilham este luto". Foi assim que a Diocese do Funchal deu a notícia do falecimento do Bispo.
"A Diocese do Funchal agradece a Deus o dom da vida, da vocação e do ministério episcopal de D. Teodoro, que guiou o rebanho que lhe foi confiado. Que o seu testemunho de fé, dedicação pastoral e amor à Igreja permaneça como inspiração viva para todos nós".
D. Teodoro de Faria nasceu no Funchal, freguesia de Santo António, no dia 24 de agosto de 1930. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de setembro de 1955, na Sé do Funchal. Estudou na Universidade Gregoriana de Roma, no Pontifício Instituto Bíblico e na École Biblique et Archéologique de Jerusalém. Foi vice-reitor e reitor do Colégio Português em Roma durante muitos anos, até que o Papa São João Paulo II o nomeou bispo do Funchal. Foi ordenado bispo em Roma, no dia 16 de maio de 1982. Entrou na Diocese a 30 de maio de 1982, sucedendo ao Bispo D. Francisco Santana.
Ao longo de 26 anos, foi bispo do Funchal até que o Papa Bento XVI aceitou a sua resignação por motivos de idade e nomeou o seu sucessor, o Bispo D. António Carrilho. Foi o segundo bispo diocesano nascido na Madeira, juntamente com D. Aires de Ornelas, numa lista de 33 bispos diocesanos. Evidenciou-se pela sua grande cultura, apreço, cuidado e promoção do património artístico e religioso da Diocese. Amplo conhecedor da cultura e da história da Madeira, com grande dom da oralidade, profundo estudioso da Palavra de Deus, da história e da religiosidade popular da Madeira.
Dedicou-se profundamente à pastoral vocacional e ordenou muitos sacerdotes ao longo do seu episcopado, preocupando-se em proporcionar formação permanente ao clero e enviando muitos a estudar variadas especialidades, quer em Paris, quer em Roma. Promoveu a construção de novas igrejas pela Diocese e foi presença constante nas comunidades madeirenses espalhadas pelos quatro cantos do planeta. Foi através dos seus esforços que o Papa S. João Paulo II visitou a Madeira.



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