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  • Duarte Azevedo

O estranho caso de Sofia Setim


A madeirense atleta dos Prazeres pode jogar badminton em Portugal mas não pode representar o país


Com este terrível ano a se aproximar do final, um nome em destaque no badminton português é a da madeirense Sofia Setim, atleta do CDR Prazeres. Nem mais nem menos que a número 1 do Ranking Português, elaborado pela Federação Portuguesa de Badminton.

A jovem que aos 20 anos - há dois - já conquistara todos os títulos que havia para conquistar em Portugal, sofre de uma doença, detetada em 2016, rara no Mundo e que em Portugal atinge apenas 50 pessoas. Uma hepatite autoimune (HAI), rara não contagiosa mas incurável, que a obrigou a parar durante o ano de 2017. O que levou a FPB a retirá-la do projeto Olímpico e impede-a, até hoje, de alinhar pela Seleção de Portugal, onde se estreou com 11 anos. Um prodígio, uma verdadeira craque, a melhor de Portugal. Como, entretanto, voltou a demonstrar.

Ou seja, Sofia Setim retornou aos jogos, obviamente com autorização médica. É certo que tem de contar com um tipo de preparação adaptada à sua situação, nomeadamente treinos mais moderados e com maior tempo de recuperação, mas a verdade é que pode jogar. A ponto de voltar a se evidenciar como a número 1 nacional.

Contudo, a Federação considera que apesar de 'estar apta clinicamente' para jogar em Portugal, Sofia não pode jogar a nível internacional, impedindo-a de representar a seleção de Portugal. Ela que é a melhor jogadora portuguesa, retirando-a dos apoios de Alta Competição.

Sofia Setim sofre de uma doença diagnosticada e que está controlada, de nada servindo outros exemplos - não são muito comuns dada a doença rara em questão - que existem na Alta Competição a nível internacional.

Uma situação incompreensível mas... é assim.

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