O Mário pede ajuda depois de suspensão da Fisioterapia
- Henrique Correia

- há 3 minutos
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Figura pública do Porto Santo sofre de doença degenerativa e tem avaliação só para dezembro. Um problema pessoal de saúde, que é também um problema da Saúde Pública. "4 meses pode significar a diferença entre andar e ficar acamado", escreve a mulher num apelo no Facebook.

O Mário Silva sempre foi e continua a ser uma figura incontornável do Porto Santo. Um homem que fez uso da escrita nos jornais, teve papel ativo nas estruturas locais, fez e faz parte das forças vivas da ilha, respeitado por todos independentemente dos credos e das ideologias, sabendo-se que sempre foi um homem assumidamente do PSD, mas moderado, democrata convicto e amigo do seu amigo.
Infelizmente, o Mário enfrenta um grande problema de saúde há algum tempo, a resiliência e a luta diária, como muita gente anónima, mas o Mário partilha este "confronto" e este combate que tem um objetivo: viver. E nesta partilha, além do lado pessoal, tem uma mensagem pública que visa nunca desistir de uma contrariedade por muito grande que seja.
Neste contexto, tem passado por muito e no quadro de partilha, a dificuldade de mobilidade de escrita é cada vez maior, mas agora deu conta, através da sua mulher, o apoio permanente, de uma situação que, independentemente de se referir a um caso pessoal, e muitos problemas existem que nem chegam ao conhecimento generalizado, atinge contornos de gravidade pública de saúde e de falta de resposta a problemas reais, que se eternizam e podem arrastar as pessoas para o agravamento do seu estado de saúde, de si já débil.
Gorett Silva escreveu, no Facebook, a pedir ajuda. A quem pode resolver, a quem deve resolver. Para o Mário e para todos os que precisam de ajuda ou podem vir a precisar. O caso é chocante e traz a debate a necessidade de uma Saúde que responda à Doença e não, ela própria, "doente" de soluções para quem efetivamente precisa.
O escrito expõe uma realidade que deve ser ampliada como contributo de interesse público a partir de um caso pessoal: "O meu marido Mário tem PSP - Paralisia Supranuclear Progressiva. É uma doença degenerativa e ele NÃO pode parar os exercícios.
Fazia 30 min de fisioterapia por semana no Centro de Saúde do Porto Santo era pouco mas fazia-lhe muito bem. Agora a fisiatra suspendeu tudo. Resultado: em poucas semanas já caiu 2 vezes.
Disseram para voltar só em Dezembro para ser "avaliado". Até lá? O risco é ficar acamado.
Isto é justo? É humano?
Peço que partilhem. Talvez alguém consiga ajudar ou dar visibilidade a esta injustiça. Quem tem doença degenerativa não pode ficar sem apoio".
A nova avaliação só é em Dezembro.
4 meses sem fisioterapia para um doente degenerativo pode significar a diferença entre andar e ficar acamado.
Não podemos aceitar.



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