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Outra voz se "levanta": a Mobilidade não se resolve com slogans

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura


Nuno Batista: "O Porto Santo não pode ser reduzido a um debate político quando o que está em causa são pessoas. Porque no fim do dia, isto não é sobre discursos".



O novo Modelo de Mobilidade não gerou só trapalhada política, gerou revolta, está a gerar revolta, nas pessoas em geral, mas também já dentro do próprio PSD-Madeira, partido do Governo, que se desdobra em explicações e, de cada vez, dobra-se mais nos considerandos. Agora, com o assunto teto máximo no preço das viagens, os Governos estão em sintonia depois das divergências: deve haver teto, as alterações devem ficar em "banho maria", e Montenegro já veio dizer que é um "tiro no pé". Mais uns meses valentes a "penar".

E as indignações sucedem-se, esta vem do Porto Santo, do presidente da Câmara, que publicou um desabafo face ao mau serviço do transporte aéreo, essencial na Região, duplamente essencial na ilha dourada. Diz perceber e concordar

com a preocupação de que a ausência de limites possa levar a preços elevados. "Mas também é verdade que decisões mal calibradas podem ter efeitos contrários, reduzindo oferta e prejudicando ainda mais quem precisa de viajar. O que está em causa não é apenas pagar menos. É garantir que há voos, que há lugares e que o sistema funciona.

A mobilidade não se resolve com slogans. Resolve-se com equilíbrio, com articulação e com decisões responsáveis. É isso que os porto-santenses esperam: soluções que funcionem na prática. Isto não é política. São vidas".

Nuno Batista põe foco nas ligações aéreas e no serviço prestado pela Binter: "Há coisas que só quem vive no Porto Santo entende verdadeiramente.

Entendo o que é depender de um avião para quase tudo. Para uma consulta, para resolver um problema urgente, para trabalhar, para estudar, para estar com a família quando é preciso...Desde janeiro de 2025, já houve 33 cancelamentos. Só a semana transata, cinco voos não se realizaram. Isto não são números, são pessoas que falham consultas, compromissos, momentos importantes da sua vida. E quando vemos que outras rotas da Binter continuam a funcionar com normalidade, percebemos que há aqui uma escolha. E essa escolha não pode ser feita à custa dos porto-santenses".

O autarca prossegue neste "murro na mesa": "Quem vive no Porto Santo sente isto todos os dias. E, por isso, custa ouvir quem tenta desvalorizar esta realidade, falando em “encenação” ou “indignação seletiva”. Quem diz isso não está a falar para as pessoas. Está a falar para o ruído político. Porque quem cá vive sabe que isto não é teatro. É um problema real, repetido e com impacto direto na vida de todos.

O Porto Santo não pode continuar a viver entre cancelamentos e incerteza.

Não pode depender de um sistema que falha quando mais é preciso. E não pode ser reduzido a um debate político quando o que está em causa são pessoas. Porque no fim do dia, isto não é sobre discursos.

É sobre quem falha uma consulta.

É sobre quem não consegue viajar quando precisa.

É sobre quem fica para trás".



 
 
 

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