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  • Foto do escritorHenrique Correia

Paraíso máximo com "serviços mínimos"



Não é a primeira "galinha dos ovos de ouro" que um dia deixou de "pôr ovos"...









O Porto Santo é um paraíso natural, não há qualquer dúvida relativamente a esse potencial de atração turística, de madeirenses e estrangeiros. É ainda um destino sazonal, menos do que era, mas ainda sazonal. Mas na mesma um paraíso, embora com alguns "pecados" já com identificação de tempis passados e que infelizmente persistem e agravam-se quando ocorre o "pico" da afluência em agosto. A qualidade do srrvi oferece é um "tiro" no porta aviões para falar numa linguagem de "batalha naval".

Não deixa de ser um paraíso. Mas é importante refletir, de forma séria, sobre a forma de atendimento, a qualidade do que se oferece a preços elevados, claramente com prejuízo do consumidor, bem como a importância de acautelar a reposição dos stocks de modo a não assistirmos a situações como aquelas que nos relatam visitantes de décadas e que, em alguns aspetos, garantem que o Porto Santo não acompanhou a exigência do mercado e que parou no tempo do serviço, como seja por exemplo não haver pão numa padaria às 10.30/11 horas ou acabar o bolo do caco no quiosque por ter acabado a farinha, situações similares às que num passado eram alvo de algum humor sem maldade, mas muito a ver com casos reais.

É verdade que a falta de trabalhadores tem sido um grave problema fomentando o recurso a mão de obra estrangeira, mas muitos visitantes fizeram chegar uma observação relativa à ausência de serviços de esplanadas em muitos estabelecimentos onde os clientes vão ao balcão encomendar e pagar e voltam ao balcão para transportar bebidas e comidas para as mesas, tornando uma realidade pouco prática se houver uma encomenda de maior dimensão. Esta realidade, que na Madeira ocorre também em alguns bares, está enraixada mesmo em esplanadas com várias opções de comida.

As queixas apontam os preços, altos, como justificação para um serviço correspondente. E mesmo tendo em conta que vai quem quer, consome quem quer e podem subir preços e servir pouca qualidade para quem quer, há um patamar que se chama de bom senso e uma palavra, que pode estar em desuso, o respeito pelo consumidor, que não deve abdicar dos mínimos que os máximos aproveitamentos recusam a dar.

O Porto Santo continuará a ser o paraíso. Com estrelas, com agosto a abarrotar, com a procura maior do que a oferta. E como dizem os fiscais de opinião, vai quem quer e podem praticar os preços e a qualidade que quiserem. Teoria para evitar a opinião e os alertas que, historicamente, na Região, muitos preciso recorrem ao anonimato.

Mas seja como for, não é a primeira galinha dos ovos de ouro que um dia deixou de pôr ovos...


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