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  • Henrique Correia

Parece mentira mas é verdade: Câmara de Lobos paga para ter mais polícia

Pedro Coelho: "A Autarquia, face à inação do Ministério da Administração Interna, assume pagamento de serviço extra à Polícia de Segurança Pública"



Pedro Coelho na imagem da CMCL obtida hoje durante a inauguração da Estrada da Corrida, no Jardim da Serra


O concelho de Câmara de Lobos tem sido notícia, nos últimos tempos, por razões que são negativas e que, por força da frequência de incidentes, já levou o presidente da Câmara a assumir uma atitude pública no sentido de minimizar os efeitos de alguns episódios de furtos e violência, que inclusivé podem colocar em causa todo o trabalho que tem sido feito para recuperar a imagem do passado, sendo que hoje, aquele concelho é alvo de atração turística, que se espera assim continue na retoma.

Mas em matéria de segurança, Pedro Coelho não facilitou e hoje mesmo reuniu-se com a Polícia de Segruança Pública, no sentido de articular uma ação mais vigilante no sentido de repor uma certa ordem que a falta de efetivos policiais tem dificuldade. Mas qual foi a solução? A Câmara explica, hoje, na sua página do Facebook: "A autarquia de Câmara de Lobos, face à inação do Ministério da Administração Interna, assume pagamento de serviço extra à Polícia de Segurança Pública, para ter dois agentes fixos na baixa da cidade, nomeadamente ao final da tarde e noite, com horário mais alargado ao fim de semana".

Pedro Coelho "reconhece e agradece o trabalho e empenho da Divisão da PSP de Câmara de Lobos e todos os seus agentes que, apesar dos recursos limitados, têm feito um trabalho exemplar dentro das suas possibilidades".

Esta realidade é preocupante. Uma situação comprovadamente deficitária, a que se junta um aumento da criminalidade a exigir intervenção superior, acaba por ser compensada com o pagamento de dois agentes por parte da Autarquia, quando deveria ser a própria estrutura de liderança, governativa e policial, o Ministério e a Direção Nacional de Polícia, a encontrarem soluções para os casos mais urgentes do País, entendendo-se o País a incluir as Regiões Autónomas.

Fica, pois, a decisão do presidente da Câmara, que neste contexto assumiu e decidiu com a urgência que o assunto merece.


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