Passos Coelho quer Montenegro a governar e a se distrair pouco
- Henrique Correia

- 6 de mar.
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"Não me deixarei condicionar por reptos de natureza partidária. Direi sempre aquilo que entender. Estou à espera que o meu partido dê conta do recado".

Luís Montenegro desafiou os críticas, dentro do PSD, a se apresentarem como candidatos nas internas, para que seja clarificada a questão da liderança e o rumo do partido e do Governo. Sem se referir, referia-se a Passos Coelho, antigo líder social democrata e antigo chefe de governo do tempo da troika e dos cortes que "asfixiaram" muitos portugueses.
Agora, Passos Coelho respondeu sem esconder alguma tensão relativamente à atual liderança social democrata, certamente incomodada pela crítica interna, que se começa a esboçar, mas também pela inexistência de maioria absoluta no Parlamento. Passos diz, segundo refere uma publicação do Observador:
"Não estou candidato a coisissíma nenhuma. Escusam de perder tempo”, começa por dizer o antigo primeiro-ministro. “No dia em que me quiser candidatar, candidato-me.”
“O presidente do PSD é primeiro-ministro. É uma função importante. Contraiu uma responsabilidade com o país. No contexto dessa responsabilidade, as pessoas aguardam que o seu mandato possa ir ao encontro de uma mudança. É o tempo de Luís Montenegro se concentrar nas suas responsabilidades.”
“Não me deixarei condicionar por reptos de natureza partidária. Direi sempre aquilo que entender. Estou à espera que o meu partido dê conta do recado. Que o chefe de Governo se concentre na sua missão e se distraia pouco”.



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