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Pe. José Luís: a Câmara do Funchal faz festas religiosas também?

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Padre questiona sobre a apresentação da Festa do Monte, pela Câmara do Funchal, com a presença do pároco local. E conclui: "A laicidade no seu melhor"



O padre José Luís Rodrigues é uma personalidade conhecida na Madeira, com intervenção cívica sobre diversos temas, o religioso é um deles, é o meio onde está inserido, mas também no que se prende com assuntos que, particularmente na Região, se interligam com a Política. Que são quase todos.

O padre fez uma publicação, no Facebook, onde na linha crítica relativamente a certas orientações da Igreja Católica, particularmente na Madeira, lança uma questão sobre a recente conferência de imprensa de apresentação da Festa do Monte, promovida pela Câmara do Funchal, onde esteve presente o pároco local: "A Câmara Municipal do Funchal faz festas religiosas também?

- A laicidade no seu melhor".

A conferência foi um momento para abordar sobretudo os contornos de segurança, da mobilidade e do ambiente, sobretudo da véspera, 14 de agosto, que se prolonga pela madrugada do dia 15. O profano a se confundir com o religioso, como de resto acontece com outras festas, de menor dimensão, mas de caraterísticas idênticas, que decorrem neste mês de agosto. A crítica visa esta "mistura" tanta vez criticada entre a Política e a Região, relação que sempre foi muito próxima, na Madeira, envolvendo festas, apoios diretos ou indiretos, obras nas igrejas, interligação no apoio social.

Com esta interrogação sobre o encontro com os jornalistas, na escadaria da Igreja do Monte, o padre José Luís Rodrigues colocou o foco neste relacionamento que, em alguns aspectos, tem provavelmente excessiva cumplicidade. "A laicidade no seu melhor", diz o padre, numa alusão ao facto de Portugal ser um Estado Laico, sem que essa palavra tenha referência específica na Constituição, onde se estabelece a separação entre o Estado e as igrejas, garantindo a liberdade de consciência e de culto. O mais apropriado será um Estsado não confessional. Ainda que no domínio das tradições, exista, historicamente, uma cooperação entre o Estado e a Igreja Católica, com uma incidência ainda mais acentuada na Madeira.


 
 
 

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