"Porque se ataca tanto o PS? Porque se demoniza tanto o “outro”?
- Henrique Correia

- 9 de nov.
- 2 min de leitura
Paulo Cafôfo desabafa: "Sei bem das campanhas que fizeram contra mim, das tentativas de intimidar, de calar, de diminuir. E pergunto: porquê tanto medo?"

Paulo Cafôfo está em processo de saída da liderança do PS Madeira. E naturalmente, enquanto líder, apresenta um quadro diferente de avaliação que é feita relativamente à sua prestação, que na prática é traduzida, também, pelos resultados, pelos maus resultados. Foi capaz do 80, em 2019, tirou a maioria absoluta ao PSD e esteve quase a alcançar objetivos. Foi capaz do 8 quando recentemente perdeu a condição que sempre foi do PS, enquanto líder da oposição na Madeira. E estes resultados não deixaram de pesar na avaliação.
Hoje, num contexto em que os socialistas já têm dois candidatos à liderança, Ricardo Franco e Célia Pessegueiro, Paulo Cafôfo publicou, no Facebook, algumas interrogações em forma de desabafo, sendo que obviamente Cafôfo não tem a mesma leitura dos seus críticos nem a análise consegue equilibrar um cenário, demolidor para qualquer líder, a queda acentuada do partido na Região, salvaguardanfo-se aqui a prestação no Poder Local, com vitórias em Machico e Porto Moniz.
Cafôfo aproveitou para este desabafo:
"Há algo que me intriga profundamente: porque se ataca tanto o PS? Porque se demoniza tanto o “outro”? Eu sei bem o que isso significa, sei bem das campanhas que fizeram contra mim, das tentativas de intimidar, de calar, de diminuir.
E pergunto: porquê tanto medo?
A resposta é simples: porque têm medo de quem é portador de esperança. E a esperança, essa força tão simples e tão poderosa, é sempre a mãe da mudança. Assusta quem vive agarrado ao poder pelo poder.
Incomoda quem prefere a maledicência à crítica legítima.
E irrita quem não tem uma única proposta para apresentar, mas tem sempre uma acusação pronta a lançar".
Paulo Cafôfo diz que "a verdade é que não se constrói nada com ataques, ruído ou ofensas. Não se melhora a vida de ninguém através da amargura.
E não se serve a Madeira alimentando divisões que só empobrecem a nossa democracia. Enquanto alguns se entretêm na espuma dos dias, nós escolhemos algo diferente: trabalhar".
Lembra que "o Grupo Parlamentar do PS-Madeira é aquele que mais propostas apresenta, que mais debate, que mais contribui, mais do que todos os outros juntos. Somos nós que puxamos pela agenda política, mesmo na oposição. Somos nós que apresentamos ideias que, tantas vezes rejeitadas num dia, acabam “repescadas” por outros no seguinte.
E ainda bem, porque o que nos move não é o protagonismo, é a melhoria da vida das pessoas...Continue-se a atacar quem trabalha. Continue-se a demonizar quem aparece com propostas. Continue-se a ter medo da mudança".





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