Pouco Seguro nas (muitas) escolhas que faltam em Belém?
- Henrique Correia

- há 2 dias
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Ainda sem chefe da Casa Civil, sem os (seus) cinco conselheiros de Estado, sem Representantes da República na Madeira e nos Açores.

O novo Presidente da República entrou no segundo mês de mandato sem todas as escolhas feitas. Não tem chefe da Casa Civil, figura importante no gabinete presidencial, não escolheu ainda os seus cinco conselheiros de Estado, apesar da reunião deste órgão decorrer a 17 de abril, não escolheu os Representantes da República na Madeira e nos Açores, obrigando os titulares cessante a um prolongamento do mandato quando vamos para a segunda metade de abril.
Relativamente à Madeira, a expectativa é grande e algumas "fontes" consideram incompreensível este anúncio tardio que muitos interpretam como sendo uma demonstração de pouca segurança de um Chefe de Estado que, por coincidência, se chama Seguro, António José Seguro.
Embora alguns contactos afirmem que há garantia de nomeação breve, o atraso já verificado é estranho, também pela escolha do chefe da Casa Civil, uma espécie de braço direito do Presidente, o que levanta um caudal de especulações que passam pela possibilidade de recusas e que obrigam ao recurso a planos B e, se calhar, C.
No que se prende com a escolha do novo Representante da República, o final de abril chegou a ser ponderado como limite, o que alterou os planos de Ireneu Barreto, que já tinha procedimento a uma "despedida" do cargo, situação que sofreu uma pausa para prolongar a missão, certamente por articulação com o Presidente da República. Ireneu continua, sem ter praticamente agenda e em gestão corrente.
O Presidente já tem na sua posse a informação recolhida junto dos presidentes dos Governos da Madeira e dos Açores. Miguel Albuquerque nunca escondeu a preferência por um madeirense, como acontece com Ireneu Barreto. Vamos ver se Seguro acolhe a ideia.



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