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"Quem insulta assim não está em condições de governar"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 20 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura


A declaração é do deputado socialista Carlos Pereira, a contrastar com Miguel Albuquerque, que reagiu incomodado mas a proteger Eduardo Jesus: um bom governante bem educado.



Quando a linguagem do poder resvala para a sarjeta é porque já lá está o pensamento que a sustenta". Esta consideração foi expressa, em artigo publicado no Diário, pelo deputado socialista Carlos Pereira, ex-líder do PS-M e agora parlamentar na Assembleia da República eleito por Setúbal.

O deputado refere-se aos termos utilizados pelo secretário regional do Turismo em apartes no Parlamento Madeirense, designadamente "as perguntas desta gaja" ou "burra do car..." ou "vai bardamerda, não foi isso que eu disse oh palhaço mor", durante intervenções de deputados da oposição. Um microfone por desligar trouxe a público reações de evitar para que exerce funções governativas e estava no principal órgão da Autonomia.

Carlos Pereira diz que "quem insulta assim, não está em condições de governar", o que contrasta com a reação de Miguel Albuquerque, incomodado e a "fugir" claramente para a frente protegendo o seu secretário dizendo que é um bom governante e bem educado. É caso para dizer: "O bom governante não é para aqui chamado, o bem educado também pode ser, não é certamente o primeiro bem educado com atitudes de falta de educação e respeito, o que foi o caso".

Carlos Pereira refere que "a linguagem do poder tem um efeito pedagógico - para o bem e para o mal". E num comentário, feito no Facebook, onde partilhou o próprio artigo, escreveu que "depois de um pedido de desculpas feito em ambiente doméstico, protegendo quem ofende da óbvia obrigação de enfrentar aqueles que procurou ofender e humilhar. Depois de uma categórica declaração do Presidente do Conselho de Governo a afastar as consequências óbvias, num ambiente político/constitucional saudável, sentenciando a boa educação do agressor verbal, apesar de todas as evidências, a Região mergulha novamente num buraco de vergonha institucional e de indignidade . No fundo de aceitação encolhida de actos absolutamente inaceitáveis . O silêncio, ou quase silêncio, perante o abuso é cumplicidade. E a recusa em agir é um insulto adicional a todos os cidadãos".


 
 
 

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