Rali fora de zonas habitacionais e com nova imagem
- Henrique Correia

- há 2 horas
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Paulo Fontes leva a José Manuel Rodrigues uma prova que faz ligação aos 50 anos da Autonomia. Mais lugares na prova da Avenida, conforto para o público e imagem com um foco: os jovens.

É o ano do meio século da Autonomia e isso é motivo para o Rali Vinho Madeira, com apoio público de 450 mil euros, apresentar um figurino renovado. A aposta passa pelas serras e pela criação de mais zonas de espetáculo em segurança para o público. A prova decorrerá de 30 e 31 de julho e 1 de agosto.
Segundo nota publicada pelo Governo, mas plataformas digitais, a estrutura competitiva do Rali da Madeira 2026 será centrada em 15 provas especiais de classificação, num total próximo dos 205 quilómetros cronometrados.
A competição arranca na quinta‑feira com a superespecial da Avenida do Mar, que o clube quer transformar cada vez mais numa grande arena urbana, com mais lugares e melhores condições para os espectadores.
Na sexta-feira, o dia será particularmente intenso, com oito classificativas e cerca de 120 quilómetros, incluindo passagens por Campo de Golfe, Palheiro Ferreiro, Chão da Lagoa, Poiso, Santana e descida para o Ribeiro Frio. “Vamos ter quatro passagens no Chão da Lagoa e quatro no Poiso, com variantes que terminam depois do Ribeiro Frio, oferecendo vários pontos para o público assistir em segurança”, detalhou Paulo Fontes.
No sábado, o rali ruma ao oeste da ilha, recuperando algumas das classificativas mais emblemáticas da história da prova, como Ponta do Sol, Ponta do Pargo/Achadas da Cruz/Santa do Porto Moniz, e encerrando com a “Serra d’Água em formato de Power Stage”. No conjunto do fim de semana, será cumprido um duplo “round” de três provas especiais no sábado, somando cerca de 80 quilómetros, e permitindo múltiplas passagens dos pilotos nas mesmas zonas para maximizar o espetáculo.
A mesma informação prossegue referindo que "uma das grandes apostas da organização passa por concentrar o rali fora das zonas habitacionais, privilegiando as serras dos concelhos do Funchal, Santa Cruz e Santana, e criando áreas específicas para o público, com mais conforto e segurança. Paralelamente, o Club Sports da Madeira pretende rentabilizar melhor o evento, reforçando receitas próprias através dessas zonas de espetáculo e mantendo a aposta na captação de investimento privado, que considera essencial numa prova que classifica como “a maior montra da Madeira em termos de visibilidade de um evento desportivo”.
A edição de 2026 será também marcada por uma forte componente simbólica, associando-se às celebrações dos “50 Anos de Autonomia da Região Autónoma da Madeira”. Paulo Fontes recorda que o salto competitivo e mediático do Rali Vinho Madeira no Campeonato da Europa só foi possível graças ao apoio continuado dos órgãos de governo próprio e das entidades públicas ao longo das últimas décadas. Para assinalar a efeméride, o clube prepara uma nova imagem do rali e uma linha de merchandising com particular enfoque no público jovem, reforçando a ligação afetiva entre o rali e a população madeirense".



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