República em jeito de "chantagem": Mobilidade suspensa
- Henrique Correia

- há 2 horas
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Uma birra da governação de Montenegro com o Ministro Pinto de Luz a dizer que as alterações aprovadas na Assembleia da República "vão correr mal".

O ministro Pinto de Luz, que tutela os transportes aéreos, confirmou hoje aquilo que parece ser uma espécie de "chantagem" política relativamente às alterações ao Modelo de Mobilidade Aérea. A República até estava a trabalhar para que os residentes pagassem apenas a parte que lhes cabe, os 79 euros e os 59 para estudantes, o "princípio universal", mas com as alterações da Assembleia da República, contrárias à ideia do PSD, e que retiram o teto para as passagens, levaram o Governo a vir dizer, agora, que tudo está suspenso à espera do que vai fazer o Presidente da República, se promulga ou não. Tem 20 dias para decidir.
Ou seja, o Governo vai ver a redacção final do que for promulgado e fica a ver o que considera um erro. "A nossa convicção é que vai correr mal e já existem indicadores nesse sentido". O governante veio dizer, em concreto, que a boa vontade acabou e o Governo de Montenegro vai assistir, de plateia, ao processo que na sua opinião correu mal, mas como a Associação da República é soberana, vai cumprir com essa votação. Deixa ver e logo se vê.
Mesmo admitindo que a questão do fim do teto máximo possa ser alvo de negociação, porque as alterações necessitam de regulamentação e o Governo pode usar a norma travão que impede despesas incomportáveis no Orçamento, a verdade é que a atitude do Governo da República mantém-se num patamar como se a tarifa de residente fosse uma benesse dos portugueses, relegando para um plano secundário o que deveria ser prioritário, a continuidade territorial.
Uma coisa é estabelecer negociações visando aspetos mais comprometedores das alterações, outra é o Governo, sem maioria no Parlamento, fazer birra e vir dizer que suspende as soluções entretanto levadas à negociação. E embora não afirme diretamente, na génese da posição está algo do género: Não querem assim? Agora é que vão ver, o Governo cruza os braços perante a aprovação soberana da Assembleia da República e depois vê".



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