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  • Henrique Correia

Retoma do Turismo em risco: três mil novos casos de Covid-19 em França e mil no Reino Unido;


Os números voltam a ser assustadores relativamente a novos casos de Covid-19 na Europa. França registou 3 mil novos casos num só dia e o Reino Unido não está muito melhor, foram mil. Espanha também. O que coloca todo o espaço europeu em alerta. Milhares de turistas britânicos estão a antecipar o regresso e as autoridades francesas ponderam mais medidas de contenção. Um verdadeiro "barril de pólvora" para o futuro do turismo.

Com este quadro, cuja evolução se desconhece, o problema coloca-se nas consequências para a retoma turística, sendo que os turistas britânicos constituem uma parcela importante para a Madeira, que mantinha a esperança de poder recuperar mercado nos próximos meses, mesmo que a estabilização, segundo os empresários, possa vir a ser remetida para 2022. Mas se não começar já, será mais difícil.

O agravamento da situação em território europeu coloca questões dramáticas para a economia do futuro, uma situação que ainda não pode ser avaliada de forma objetiva, relativamente aos reflexos, uma vez que até final do ano, pelo menos, os subsídios deverão ser o "analgésico" que vai segurando algumas empresas e alguns postos de trabalho. Só que a grande dúvida é mesmo esta: 2021 será o ano em que a recuperação irá ocorrer na medida da recuperação económica, do início dela pelo menos? Será que as empresas, uma vez terminados os apoios, irão conseguir manter o quadro de funcionários se o mercado não correspnder?. Claro que não. É preciso que a Madeira, onde o turismo tem uma relevância verdadeiramente importante, pense rapidamente numa espécia de "reinvenção" da economia, encontrar alternativas paraos anos difíceis que tem pela frente.

É verdade que a Região preparou uma estratégia bem delineada em termos de prevenção. É um destino seguro, está a tomar as medidas que garantem segurança a quem nos visita. Isso é importante. Mas também é importante que os turistas possam sair dos seus países, que cheguem à Região, que fiquem nos hotéis, que utilizem os transportes, os restaurantes, que façam visitas pela Madeira e pelo Porto Santo, que mobilizem a atividade económica de todas as áreas que, direta e indiretamente, vivem do Turismo e que, neste momento, estão praticamente paradas. Com milhares de trabalhadores à espera, fora os que já estão no desemprego, que são muitos.

Quem aguenta isto?

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