Rodrigues recusa uma Autonomia com "liberdade condicionada"
- Henrique Correia

- 8 de mai. de 2023
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Presidente da Assembleia foi ao Dia de Machico dizer que "as atuais e futuras gerações não nos perdoariam se nos contentássemos com uma Autonomia vigiada, fiscalizada".

O presidente da Assembleia Regional abordou a revisão constitucional no discurso proferido na sessão solene do Dia do Concelho de Machico para dizer que "os projetos apresentados na Assembleia da República, num processo que decorre num sigilo inexplicável, são uma desilusão e estão muito longe de corresponder às necessidades e aspirações dos madeirenses e dos açorianos".
José Manuel Rodrigues afirma ser "indiscutível que o financiamento das Autonomias tem de ser repensado, pois é um dado objetivo que as transferências da solidariedade nacional e da cobertura dos custos de insularidade têm vindo a diminuir, anualmente, face às despesas do Estado, o que não é aceitável e impõe uma nova Lei de Finanças das Regiões Autónomas".
O presidente do Parlamento refere que "importa, também, que o Estado reforce os recursos financeiros das autarquias, atendendo às novas exigências que lhe são feitas e às competências que lhes têm vindo a ser atribuídas, assim como devem ser majoradas as transferências financeiras para os Municípios das Regiões Autónomas, já que estes têm custos acrescidos devido à insularidade e à ultraperiferia".
José Manuel Rodrigues não quer que se duvide "da nossa portugalidade e da nossa pertença à Pátria", mas também que "ninguém ignore o nosso desejo de ampliar a Autonomia e que ninguém subestime a nossa força para conquistá-la. O Estado não tem de ter medo dos sistemas de autogoverno das ilhas, pois foi esse regime, conjuntamente com o poder local, a quem, hoje, também presto um profundo reconhecimento, que permitiu, nas últimas décadas, desenvolver as
nossas ilhas e construir Portugal no Atlântico.
As atuais e futuras gerações não nos perdoariam se nos contentássemos com uma
Autonomia vigiada, fiscalizada, uma Autonomia - permitam-me a expressão - com
“liberdade condicionada”.
Os madeirenses têm uma enorme honra em serem portugueses e os nossos concidadãos continentais devem ter um grande orgulho na nossa portugalidade, mas que ninguém ignore a nossa firme vontade de lutar por uma Autonomia completa no seio da Nação".





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