Seguro deixa líder da oposição da Madeira sete meses à espera

Pedido de audiência está na "gaveta" do Presidente da República. Nem sim, nem não, nem talvez. Élvio Sousa diz que "o silêncio e o alegado desinteresse é, também, uma forma de resposta".

O secretário-geral do Juntos Pelo Povo veio reafirmar a falta de resposta do Presidente da República a um pedido de audiência solicitado há sete meses. Nem sim, nem não, apenas o silêncio do Chefe de Estado perante o maior partido da oposição, na Madeira.
Élvio Sousa lembra que o pedido teve o propósito de analisar e discutir a resolução de muitos problemas que afetam as Regiões Autónomas.
"É claro que estamos cientes do problema da falta da habitação a preços acessíveis, que estão a dominar o desespero quotidiano de milhares famílias portugueses, e com a agenda da coesão social à beira da votação do Orçamento de Estado, mas não podemos esquecer os compromissos e o círculo pela qual fomos eleitos. Com confiança e determinação pelos nossos concidadãos".
Élvio Sousa refere que "quando assistimos, vezes sem conta, que “Lisboa”, no sentido magistral do poder executivo ou de influência, mediação e fiscalização com poderes constitucionais, ignora os problemas das regiões autónomas, esta espera de sete meses é mais uma prova dessa conduta. O silêncio e o alegado desinteresse é, também, uma forma de resposta. Nem mais!".
Para o JPP "como se já não bastasse termos de suportar por inteiro aquilo que é da responsabilidade do Estado, após termos adiantado a totalidade do valor das passagens, temos ainda de enfrentar a burocracia e o sistema complexo da plataforma eletrónica, que o ministro Miguel Pinto Luz vendeu que ira reembolsar o valor em um a dois dias. Uma lástima!
Tenhamos sempre presente. As regiões autónomas são parte integrante do país, por isso somos favoráveis à abolição desse conceito constitucional preconceituoso de “Estado Unitário”.
Neste momento, sem alternativa ferry de passageiros e mercadorias, sem a continuidade do CINM assegurada (que deveria ser motivo de orgulho nacional), sem a revisão da Lei das Finanças Regionais e sem o pagamento devido dos subsistemas de saúde, continuaremos à mercê da “arte de rastejar e do servilismo” ou da “arte do orgulho, autonomia e dignidade".



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