Serras com mato por "culpa do Governo", diz o PS-M
- Henrique Correia

- 26 de jun. de 2022
- 2 min de leitura
Líder socialista lembra que apresentou na Assembleia Legislativa da Madeira, em julho de 2021, um projeto que previa um novo regime silvopastoril para a Região, mas o mesmo foi chumbado.

O líder do PS Madeira Sérgio Gonçalves acusou o Governo Regional de ser o responsável pelo facto de as serras da Madeira estarem cheias de mato, lamentando que Miguel Albuquerque atire as culpas para cima dos proprietários dos terrenos, quando a gestão destes espaços é pública.
O presidente do PS Madeira, que hoje participou na festa das Tosquias, no Pico do Prado, nas serras de Santo António, respondeu ao chefe do Executivo madeirense, que havia afirmado que as serras estão com mato porque grande parte dos terrenos tem proprietários privados e não são tratados por razões económicas.
Face a estas declarações, Sérgio Gonçalves fez questão de esclarecer que estes terrenos são privados, mas têm uma gestão pública, devido ao modelo imposto pelo Executivo, que impede que os proprietários usem e rentabilizem esses mesmos bens. “Por isso é que a limpeza dos terrenos não é economicamente viável”, explicou o líder socialista, defendendo a adoção de um modelo que integre a proteção da natureza com as atividades humanas tradicionais, desta forma gerando oportunidades, emprego, produtos de qualidade e mais segurança no território, pagando a quem mantém o espaço limpo de carga combustível, refere uma nota do partido.
O responsável lembrou que, tal como o PS havia prometido, apresentou na Assembleia Legislativa da Madeira, em julho de 2021, um projeto que previa um novo regime silvopastoril para a Região. Tratava-se, conforme explicou, de uma nova estratégia para o pastoreio na Madeira que previa o envolvimento ativo das associações de criadores de gado, de pastores, garantindo-lhes formação, e da população rural, sugerindo um rendimento para quem mantivesse o território limpo, ocupado, produtivo e mais seguro. A proposta socialista previa igualmente, para áreas consideradas prioritárias, um pagamento por área limpa a quem mantivesse os seus animais a pastar de acordo com as novas regras.
Contudo, o projeto foi chumbado no Parlamento, porque “outros partidos, que durante anos marcaram presença nas tosquias dizendo que defenderiam o pastoreio contra um regime de proibição imposto arrogantemente pelo Governo Regional, traíram os pastores na hora de votar a favor”.



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