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Violência gratuita e falta de consciência coletiva

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • 6 de fev. de 2023
  • 2 min de leitura


Tem corrido nas redes sociais e nos jornais da Região, um vídeo de mais uma noite de violência no Largo das Fontes. Esse vídeo revela tudo. Revela, sobretudo, a falta de uma consciência coletiva, que em vez do repúdio, valida pelo silêncio cúmplice.



Estamos a viver uma crise profunda de consciência coletiva.


O Presidente da República foi hoje a uma escola, em Olhão, onde abordou um recente episódio, ocorrido no Algarve, com oito ou nove jovens a agredirem um senegalês, ocorrência que ficou registada em vídeo e que traduz várias situações de vergonha da sociedade, a violência gratuita, a insensatez, a xenofobia e a expressão, no terreno, da falta de educação e da falta de valores. Do nada, nasce a violência, a sociedade é mais do que isso, é verdade, mas também é isso e não pode ser.

Marcelo Rebelo de Sousa falou, aos jornalistas, sobre o que disseram os alunos. Sensatos estes alunos, mesmo numa situação em que o politicamente correto aconselhava a fizer o que todos esperam e que nem sempre é aquando de situações em grupo. Mas esses jovens disseram ser "importante que a consciência coletiva traduza o repúdio por estes comportamentos", uma realidade que, infelizmente, nem sempre acontece num mundo que muitos pensam estar no umbigo.

Na verdade, estamos a viver uma crise profunda de consciência coletiva. Estamos com problemas coletivos por causas cada vez mais individuais. E o repúdio superficial, ligeiro, inconsequente, a par de uma legislação que trata atitudes criminosas e atentatórias das liberdades como doenças, acabando por alastrar os problemas quando precisamos de soluções, transporta-nos para uma convivência diária com uma dupla situação: a marginalidade com que as sociedades se debatem; os protagonistas de atitudes violentas, que não pertencendo a uma faixa de excluídos da sociedade, procuram exteriorizar as suas atitudes violentas na noite, com álcool, drogas e muita imaturidade que se traduz no exercício do forte músculo e da fraca cabeça.

Tem corrido nas redes sociais e nos jornais da Região, um vídeo de mais uma noite de violência no Largo das Fontes, uma situação que vem sendo habitual e que já deveria ter merecido mão forte por parte das autoridades, mão forte para o exercício da atividade dos bares e mão pesada para estas situações que já têm levado muitos a preocupações de segurança dos seus filhos numa saída à noite, que deveria ser de diversão. Esse vídeo revela tudo. Revela, sobretudo, a falta de uma consciência coletiva, que em vez do repúdio valida pelo silêncio cúmplice.

 
 
 

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