Voltámos ao tempo em que a Câmara do PSD criticava o Governo?
- Henrique Correia

- há 2 horas
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Miguel Sousa reagiu assim no dia em que o vice presidente da CMF, Carlos Rodrigues, disse ser contra o facto do governo regional se constituir como construtor de campos de golfe.

As declarações críticas do ex-deputado social democrata e vice presidente da Câmara do Funchal, Carlos Rodrigues, referindo que o Governo Regional não pode assumir um papel de construtor de campos de golfe, uma tarefa que considera da esfera exclusiva de investimento privado, gerou algum incómodo no PSD e era uma questão de horas até que chegassem "estilhaços" a Jorge Carvalho, o ex- secretário regional da Educação que lidera agora a Câmara do Funchal.
Sendo o golfe um tema muito próximo de Miguel de Sousa, o antigo vice da Assembleia e do Governo, no tempo de Jardim, acérrimo defensor da modalidade e praticante, esoerava-se uma reação. E não deixou passar a oportunidade para reagir, com indireta ao autor, sem falar dele nem do assunto, mas com direta à Câmara de Jorge Carvalho comparando-a a tempos passados.
Não foi surpreendente, pois, que tenha feito uma publicação que, não apontando nomes, encaixa na posição assumida por Carlos Rodrigues, utilizando um argumento de que uma Câmara do PSD não pode criticar a governação do PSD, não sendo de todo inocente que não tenha falado em nomes e tenha associado as declarações de Carlos Rodrigues como sendo posição da Câmara, o que desde logo envolve Jorge Carvalho e coloca-o numa posição politicamente delicada perante Miguel Albuquerque.
Miguel Sousa sabe disso, sabe como criar embaraço sem parecer, e assim escreveu, no Facebook:
"Voltámos ao século passado quando a Câmara do Funchal do PSD criticava o Governo Regional ? Nem no tempo de Paulo Cafofo e Miguel Gouveia".
Recorde-se o que escreveu Carlos Rodrigues sobre os campos de golfe, como neste espaço já referimos numa outra peça:
"Sou absolutamente contra o facto do governo regional se constituir como construtor de campos de golfe. Entendo que, no máximo, a região deve criar as condições para que esses investimentos aconteçam e não fazê-los. Esse passo deve ser dado, única e exclusivamente, por privados com modelos de negócio devidamente construídos e projectados. Se não existirem interessados então é porque os investimentos não são viáveis e se não são viáveis para os privados, jamais serão para os contribuintes".



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