A nova "Felisberta" de velhas memórias
- Henrique Correia

- há 3 horas
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As memórias de uma vitrine, ao meio do espaço, lá dentro os bolos, as pequenas portas na parte superior, abriam para cima e o bolo ficava à mão.






Conheci bem a Confeitaria Felisberta. Tenho idade para isso, foram muitos bolos em momentos marcantes na vida de criança e de adolescente. Ao domingo é que era, um pé dentro e um olhar fixo numa vitrine que tinha no meio, em cima pequenas portas de levantar e daí até ao acesso ao "tal" bolo era um pequeno passo entre o querer e o ter. Não era um bolo qualquer, era o "tal".
A Confeitaria tem data de fundação em 1857. Um espaço que faz parte da história da cidade e que um dia fechou, um dia que está distante e ao qual se seguiu muita inércia, muita falta de interesse, muita hesitação até que os incêndios de 2016, que atingiram particularmente o núcleo histórico de São Pedro, acabaram com os poucos sonhos que existiam quanto à recuperação.
Até hoje, hoje foi um bom dia, já ninguém esperava depois de tanta promessa. Hoje, 9 de fevereiro de 2026, a Confeitaria Felisberta reabriu na Rua de sempre, a Rua das Pretas. Um dos ícones de épocas da pastelaria funchalense, uma outra referência era a Confeitaria Camacho, em frente à Papelaria do Colégio e onde depois funcionou o Banif.
A Felisberta está reaberta ao público, foi recuperada pela Câmara Municipal do Funchal, num investimento avaliado em 800 mil euros. Tem bolos, como sempre, está diferente pelos tempos, acrescenta-se o Museu do Bolo de Mel e compõe-se o conceito com novidade.
"Com este investimento e requalificação, é devolvido ao Funchal um espaço histórico de referência, que foi frequentado por gerações de funchalenses e visitantes, alguns dos quais famosos, como foi o caso da Imperatriz Isabel da Áustria (Sissi) em finais do século XIX", lembra uma nota da Autarquia.
A exploração deste espaço foi assegurada através de um contrato de concessão, por 15 anos, atribuído por concurso público, limitado por prévia qualificação.




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