ACIF "tira o casaco": ausência de políticas públicas estruturais
- Henrique Correia

- há 16 minutos
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"Quaisquer alterações ou aumentos de taxas com impacto direto na atividade turística devem respeitar períodos mínimos de aviso prévio".

A ACIF, Associação de Comércio e Indústria, veio a público, através do presidente António Jardim Fernandes, criticar "a introdução sucessiva e pouco articulada de taxas turísticas que estão a gerar "um efeito cumulativo significativo no custo global da experiência, colocando em causa a coerência, o controlo e a previsibilidade do sistema de taxas que incidem sobre o sector".
A Associação mostra-se crítica relativamente à proliferação de taxas das câmaras, a par de taxas sectoriais, dos percursos pedestres, por exemplo, e faz um reparo que atinge sobremaneira o Governo e particularmente a secretaria do Turismo, de Eduardo Jesus, que tem estado "debaixo de fogo" nos últimos tempos, pela gestão de espaços turísticos, mas também agora pela passividade verificada no Modelo de Mobilidade Aérea. O reparo é de peso, vindo de quem vem ainda mais: "A criação de novas taxas sobre sectores específicos, como o rent-a-car, não pode servir para transferir para o mercado e para a iniciativa privada responsabilidades que decorrem da ausência de políticas públicas estruturais, nomeadamente ao nível do planeamento territorial e da mobilidade".
No caso concretodas taxas, a ACIF
refere, em comunicado, que "quaisquer alterações ou aumentos de taxas com impacto direto na atividade turística devem respeitar períodos mínimos de aviso prévio, permitindo às empresas ajustar preços, contratos e modelos de comercialização, salvaguardando a credibilidade do destino".





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