Albuquerque "abranda" na Mobilidade: "Não deviam ter tocado em nada"
- Henrique Correia

- há 22 horas
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Presidente do Governo cauteloso com a eliminação do teto máximo, defende a continuidade de negociações com o Governo da República em nome do melhor para a Madeira.

Depois de endurecer o discurso com Lisboa por causa da Mobilidade Aérea e de defender mão firme contra a discriminação relativamente aos residentes nas Regiões Autónomas, o presidente do Governo veio fazer uma declaração, no mínimo, surpreendente depois das alterações terem aprovadas em votação final global: "Continua uma confusão, não deviam ter tocado em nada". Ou seja, estava mal e continua mal.
Miguel Albuquerque diz que a eliminação das declarações de não dívida à Segurança Social e à Autoridade Tributária e a cobertura no bilhete de um só trajeto, foram aspectos positivos, mas relativamente ao fim do teto máximo no valor das viagens diz que pode trazer problemas à Região. E por isso, enquanto o discurso parece ser de vitória do reconhecimento da Autonomia, Albuquerque parece muito cauteloso e deixou de afrontar o Governo de Montenegro para adotar um discurso de diálogo para ver se o teto volta no âmbito do processo de regulamentação da lei, alteração que poderia ser feita através de uma outra lei a apresentar entretanto.
O presidente do Governo diz que companhias como a easyJet e a Ryanair representam cerca de 48% da operação aérea nacional na região, dependendo de previsibilidade na procura. Sem limite máximo "aumenta o risco de compras de última hora, afetando a estabilidade do mercado. Se estiver em causa 48% da operação para a Madeira, nós temos que tomar uma decisão e escolher aquilo que é melhor para a Madeira”, refere segundo citação no JM.
Recorde-se que as alterações ao Modelo de Mobilidade têm motivado fortes divergências entre Região e República, mas agora também no seio do PSD-M e do Governo, uma vez que foi dada luz verde para que os deputados "laranja" na Assembleia da República defendessem a Região em nome do Governo votando a favor das alterações, mas depois um secretário do mesmo Governo, Eduardo Jesus, e o próprio presidente do Governo, tomam posição diferente relativamente a uma dessas alterações defendidas com "unhas e dentes". Uma notória falta de articulação que motivou o comentário do social democrata Miguel Sousa, antigo vice da Assembleia e do Governo:
"Perante o país, Deputados da Madeira e Secretário Regional divergem. Mau exemplo em vésperas de congresso do PSD".



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