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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque defende voto em mobilidade mas deixou "correr o tempo" para isso



Como é que o PSD deixou arrastar o tempo processual, por volta de 5 meses, até ao momento de dizer que não tem tempo para que haja voto antecipado e em mobilidade já nestas eleições?



Albuquerque quer voto antecipado e em mobilidade mas hoje o PSD chumbou a proposta do PCP nesse sentido.


Tem causado alguma estranheza a passividade do partido maioritário, no Parlamento Regional, relativamente a iniciativas que tivessem como objetivo a alteração eleitoral no sentido de permitir o voto antecipado e de mobilidade nas eleições legislativas regionais deste ano, sabendo-se que a Madeira é a única Região onde isso não acontece, tal como é a única que não tem a lei da paridade a funcionar no Parlamento e que, a haver, daria 40 por cento de representação de mulheres quando efetivamente tem cerca de 27 por cento.

Curiosamente, os outros partidos com assento parlamentar também deixaram andar ao largo a ideia do voto antecipado e em mobilidade, sendo exceção o PCP que avançou com a proposta que hoje acabou chumbada pelo PSD, curiosamente no dia em que o líder social democrata madeirense, Miguel Albuquerque, fazia declarações defendendo precisamente o voto em mobilidade mas para as próximas eleições, entenda-se próximas as de 2027 e não estas de 2023.

No Parlamento, coube a Brício Araújo apresentar o argumentos social democrata, um argumento muito frágil, diga-se, por pretender sustentar o que não é muito sustentável. O argumento da falta de tempo para uma alteração destas e até pelo facto do Presidente da República estar prestes a marcar a data das eleições, explica-se neste momento, mas já não se explica porque razão o PSD não avançou no tempo certo em que se falou no assunto publicamente, até de forma insistente pela Iniciativa Liberal. Como é que o PSD deixou arrastar o tempo processual, por volta de 5 meses, até ao momento de dizer que não tem tempo para que haja voto antecipado e em mobilidade já nestas eleições?

Outra argumentação da coligação, através do CDS, também parece pouco sustentada. Diz que era perigoso enviar para a Assembleia da República uma alteração à Lei Eleitoral sem correr o risco do Parlamento Nacional, onde o PS tem maioria absoluta, poder vir a introduzir mudanças na lei que não teriam consenso regional. Se calhar, bastava copiar o que foi feito para os Açores, que para as Legislativas Regionais já têm o voto antecipado e em mobilidade.

Na verdade, ao que se sabe por fontes seguras ligadas ao PSD, Miguel Albuquerque não quer alterar a lei eleitoral sem pensar bem. E apesar de exteriormente manifestar ser favorável, internamente mandou "fazer tempo" para analisar uma articulação com os deputados na Assembleia da República, órgão que pode legislar sobre a lei eleitoral, mas também para ver melhor que eleitorado ficaria em posição de votar nessa componente antecipada e de mobilidade. Os estudantes universitários, por exemplo. E esses votos favoreciam o PSD? É isso que falta ver melhor. É preciso ganhar tempo. É o que vai acontecer.

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