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Albuquerque é "o melhor político" mas "não existem ideias"

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
há 2 minutos
2 min de leitura


Miguel Sousa disse, ao Diário, que, na Região, "não existe mudança. Não existem projetos novos, não existem ideias, não existem iniciativas".





Miguel Sousa, antigo vice presidente da Assembleia, do Governo Regional de Alberto João Jardim, antigo secretário regional dos Transportes, negociador no estatuto económico europeu para a Madeira, empresário, foi o rosto da Autonomia, um espaço do Diário, em podcast, resumidamente apresentado na edição impressa. Uma figura que despertou politicamente no CDS, chegou mesmo a integrar as listas deste partido para a Câmara do Funchal, depois foi para o Governo, e nesse contexto, de um lado a outro (PSD) foi um passo. Um pouco como no desporto, é nacionalista, onde foi dirigente, mas é sócio de 50 anos do Marítimo, situação que o clube verde rubro mantém mesmo contra os seus estatutos (um seu sócio não pode ser dirigente de outro clube). Seja como for, meio século é meio século.

Mas na entrevista própriamente dita, ou no resumo da mesma, Miguel Sousa faz afirmações, deveras curiosas, e um pouco contraditórias, pelo menos aparentemente, no que diz respeito à Madeira, hoje, liderada por Miguel Albuquerque, um líder que Miguel Sousa elogia, que apoiou e apoia depois de ter sido adversário nas internas pós Jardim. O melhor líder que podia haver, com dimensão regional e nacional, não fala em internacional, mas acontece que esse "melhor líder", segundo Miguel Sousa, governa uma Região onde

"não existe mudança. Não existem projetos novos, não existem ideias, não existem iniciativas. É preciso imaginação, estratégia e capacidade para fazer coisas diferentes. Não nos podemos limitar a gerir aquilo que já existe".

Ou seja, Miguel Sousa acha que "o melhor político da Madeira", ainda assim, governa sem mudança, sem iniciativa, sem estratégia. O que, diga-se, nem é novo para as publicações que faz no Facebook, onde tem criticado a aliança com o CDS, as fragilidades da secretaria do Turismo, de Eduardo Jesus, que tem a tutela dos Transportes Aéreos, bem como alguma passividade dos deputados do PSD na Assembleia da República, relativamente ao dossier Mobilidade.

Miguel Sousa defende, ainda na entrevista, uma Autonomia no Continente, uma divisão por Regiões, com uma organização idêntica a Região Autónoma.

E, claro, falar de Jardim era inevitável. O antigo vice tem sido particularmente duro com o antigo presidente. Agora, lembra que Jardim convidou-o para ser vice, em 1988. Mas impôs uma condição ao então líder do Governo: sai em 1992. E assim foi, tinha os negócios de família à espera. "Fui embora porque quis, não lhe devo nada...o Dr. Alberto João nunca soube aceitar um não".

 
 
 

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